ANIMAIS FANTSTICOS e ONDE HABITAM
J. K. ROWLING


Capa.
ANIMAIS FANTSTICOS E
 ONDE HABITAM
Newt Scamander 
Propriedade de: 
Harry Potter 
Rocco 
Contra capa. 
Existe um exemplar de Animais fantsticos e onde habitam praticamente em todas as casas bruxas no pas. Agora, apenas por um perodo limitado, os trouxas tambm 
tero uma chance de descobrir onde um quintaped (quintiede) habita, o que o puffskein (pufoso) como e por que  melhor no deixar uma vasilha de leite  porta da 
casa para um knarl (ourio). 
A renda apurada com a venda deste livro reverter para o Comic Relief o 
que significa que os reais e galees que voc paga por ele realizaro mgicas que ultrapassam os poderes de qualquer bruxo. Se voc achar que essa razo no  suficiente 
para separar-se do seu dinheiro, s me resta desejar que se um dia uma manticora atac-lo, os bruxos que passarem e virem sejam mais caridosos e queiram ajud-lo. 
Alvo Dum bledore 
Comic Relief doar o dinheiro da venda deste livro a projectos de ajuda s populaes mais pobres e vulnerveis, nos pases mais carentes do mundo. 
www.comicrelief.com/harrysbooks 
COMIC 
RELIEF uk 
ISBN 85-325-1329-8 
2. 
Comic Relief (Reino Unido) foi fundada em 1985 por um grupo de comediantes britnicos a fim de angariar fundos para projectos que promovam a justia social e ajudem 
a conter a pobreza. Cada centavo doado a Comic Relief  encaminhado para 
onde  mais necessrio, por intermdio de organizaes internacionalmente 
reconhecidas como a Save the Children e a Oxfam. O dinheiro obtido com a venda deste livro no mundo inteiro ajudar as comunidades mais pobres, nos pases menos 
favorecidos do planeta; o dinheiro obtido com as vendas no Reino Unido ser 
destinado a projectos britnicos. 
Ttulo original 
Fantastic Beasts & Where to Find Them 
Direitos para a lngua portuguesa reservados 
com exclusividade para o Brasil  
EDITORA ROCCO LIDA. 
Rua Rodrigo Silva, 26 - 50 andar 
20011-040-Rio de Janeiro, RJ 
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Printed in Brazill Impresso no Brasil 
uw-tsrasii. uataiogao es-na- ronte 
Sindicato Nacional dos Editores de livros, RJ. 
Rowling, J. K. (Joanne K.) 
R788a Animais fantsticos e onde habitam/Newt Scamander; Edio Especial com prefcio de Alvo Dumbledore; traduo de Lia Wyler. 
- Rio de Janeiro: Rocco, 2001 
il. 
Traduo de: Fantastic beasts & where to find them 
Escrito por J. K. Rowling como autora fictcia 
ISBN 85-325-1329-8 
1. Animais mitolgicos - Literatura infanto-juvenil. 1. Wyler, Lia, II, Ttulo 
01-1431 CDD-028.5 
CDU - 087.5 
3. 
Newt Scamander 
ANIMAIS FANTSTICOS 
e 
ONDE HABITAM 
(Fantastic Beasts & Where to Find Then) 
Edio especial com prefcio de 
AVLVO DUMBLEDORE 
Traduo de 
LIA WYLER 
ROCCO 
Rio de Janeiro - 2001 
4. 
Copyright do texto (c) J. K. Rowling 2001 
Copyright das ilustraes e das letras desenhadas (c) J. K. Rowling 
Primeira publicao na 
Gr-Bretanha em 2001 pela Bloomsbury Publishing Plc, 
38 Soho Square, Londres, W1D 3HB 
Todos os direitos reservados. 
O direito moral da autora foi assegurado 
5. 
SUMRIO 
Sobre o autor 6 
Prefcio de Alvo Dumbledore 7 
Introduo de Newt Scamander 9 
Sobre este livro 9 
Oqueumanimal2 10 
Uma breve histria da percepo que os trouxas tm 
dos animais fantsticos que vivem ocultos 14 
Animais fantsticos ocultos 16 
A importncia da Magizoologia 20 
Classificao do Ministrio da Magia . 21 
Um glossrio dos animais fantsticos 22 
6. 
SOBRE O AUTOR 
Newt Newton) rternis Fido Scamander nasceu em 1897. Seu interesse em animais fabulosos foi incentivado pela me, que era uma criadora entusistica de hipogrifos 
de luxo. Ao se diplomar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, o Sr. Scamander ingressou no Departamento para Regulamentao e Controle de Criaturas Mgicas 
do Ministrio da Magia. Depois de trabalhar dois anos na Seco de Recolocao de Elfos Domsticos, anos que ele descreve como "extremamente tensos", foi transferido 
para a Diviso de Animais, onde o seu prodigioso conhecimento de animais mgicos bizarros garantiu a sua rpida promoo. 
Embora seja praticamente o nico responsvel pela criao do Registro de Lobisomens em 1947, ele diz que seu maior orgulho  a Proibio de Criao Experimental 
aprovada em 1965, que efectivamente impediu a criao de novos monstros indomveis na Gr-Bretanha, O trabalho do Sr. Scamander no Departamento de Pesquisa e Limitao 
de Drages levou-o vrias vezes ao exterior em viagens de pesquisa, durante as quais ele recolheu informaes para seu best-seller mundial, Animais fantsticos e 
onde habitam, agora na quinquagsima Segunda edio. 
Newt Scamander recebeu a Ordem de Merlin, Segunda classe, em 1979, um reconhecimento dos servios que prestou ao estudo dos animais mgicos, Magizoologia. Agora 
aposentado, ele vive em Dorset com a mulher Porpentina e seus amassos: Hoppym Milly e Mauler. 
7. 
PREFCIO 
Senti-me profundamente honrado quando Newt Scamander me pediu para escrever o prefcio da sua edio muito especial de Animais fantsticos e onde habitam. Esta obra-prima 
de Newt foi escolhida como livro-texto para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts desde a sua publicao, e  grandemente responsvel pelos resultados sempre 
bons dos nossos alunos nos exames de Trato das Criaturas Mgicas - contudo no  um livro que deva ser lido apenas na escola. Nenhuma casa bruxa est completa se 
no possuir um exemplar de Animais fantsticos, muito manuseados por geraes que folhearam suas pginas  procura da melhor maneira de livrar os gramados dos horklumps 
(toletes), de interpretar os gritos do augurey (agoureiro), de curar o mau hbito do seu puffskein (pufoso) de estimao de beber gua no vaso sanitrio. 
Esta edio, porm, tem o objetivo mais elevado do que a instruo da comunidade bruxa. Pela primeira vez na histria da nobre casa editora Obscuros, um dos seus 
ttulos ser oferecido  venda para trouxas. 
O trabalho do Coinic Relief para combater uma das piores formas de sofrimento humano  bem conhecido no mundo trouxa, por isso  aos meus inatos bruxos que eu 
agora me dirijo. Saibam, ento, que no somos os nicos a reconhecer o poder de cura do riso, os trouxas tambm esto familiarizados com ele e aproveitam essa ddiva 
de forma muito imaginativa, usando-a para angariar fundos com o objetivo de ajudar a salvar e a melhorar vidas - um tipo de mgica a que todos aspiramos. O Comic 
Relief j levantou mais de 174 milhes de libras esterlinas (trinta e quatro milhes, oitocentos e setenta e dois galees, catorze sicles e sete nuques) desde 1985. 
8. 
Agora, o mundo dos bruxos tem o privilgio de ajudar o Comic Relief em sua obra. Voc tem em mos uma duplicao dos Animais Fantsticos que pertence a Harry Potter, 
completa com as notas informativas que ele e seus amigos fizeram  margem das pginas. Embora Harry Potter parecesse um tanto relutante em permitir que seu livro 
fosse reeditado na presente forma, nossos amigos do Comic Relief acharam que esses pequenos acrscimos contribuiriam para o tom divertido do livro, O Sr. Newt Scamander, 
h muito tempo resignado com a pichao de sua obra-prima, concordou. 
Esta edio de Animais Fantsticos e onde habitam ser vendida na Floreios e Borres, bem como nas livrarias trouxas. Todos envolvidos em trazer este livro at voc, 
desde o autor at a editora; fornecedores de papel, grficas, encadernadores e livreiros, contriburam com seu tempo, energia e material gratuito ou preos reduzidos, 
fazendo com que os lucros obtidos com sua venda fossem destinados a um fundo aberto em nome de Harry Potter pela Comic Relief U.K. e por J.K. Rowling. Este fundo 
foi criado especificamente para ajudar crianas necessitadas ao redor do mundo, Os bruxos que quiserem fazer doaes suplementares devem envi-las atravs do Banco 
Gringotes (aos cuidados do duende Gancho). 
S me resta, ento, prevenir a quem leu este livro at aqui, sem conpr-lo, que ele carrega um Feitio contra Ladro. Gostaria, ainda, de aproveitar a oportunidade 
para tranquilizar os leitores trouxas que as criaturas engraadas aqui descritas so fictcias e no podem lhes fazer mal. Aos bruxos, eu digo simplesmente: Draco 
dorm tens nunquam titiliandus. 
Alvo Dumbledore 
9. 
PREFCIO 
SOBRE ESTE LIVRO 
Animais fantsticos e onde habitam  fruto de muitos anos de viagens e pesquisas. Lano um olhar ao meu passado e vejo um bruxinho de sete anos de idade que passava 
horas no quarto, desmembrando toiletes, e 
sinto inveja das viagens que faria: da selva mais escura ao deserto mais 
ensolarado, do pico de montanhas a alagados, aquele garoto sujo de sangue de tolete iria procurar, quando crescesse, os animais descritos nas pginas 
seguintes. Visitei grutas, tocas e ninhos em cinco continentes, observei os 
hbitos curiosos dos animais mgicos em centenas de pases, testemunhei seus poderes, ganhei sua confiana e, em certa ocasio, espantei-os com minha 
chaleira de viagem. 
A primeira edio de Animais fantsticos foi encomendada em 1918 pelo Sr. Augusto Worme da Editora Obscuros Books, que teve a gentileza de me 
perguntar se eu consideraria a possibilidade de escrever para a sua casa editora 
um compndio bem fundamentado sobre criaturas mgicas.  poca, eu era um simples funcionrio subalterno do Ministrio da Magia e aceitei imediatamente a oportunidade, 
visando, ao mesmo tempo, a aumentar meu miservel salrio de dois sicles por semana e a passar as minhas frias viajando pelo planeta em busca de novas espcies 
mgicas. O resto do mundo editorial j conhece: Animais fantsticos j est em sua quinquagsima Segunda edio. 
A presente introduo pretende responder a algumas das perguntas que me chegam com maior frequncia pelo correio semanal desde que este livro foi lanado em 1927. 
A primeira  a que considero mais fundamental - o que  um "animal"? 
O QUE  UM ANIMAL? 
H sculos a definio de "animal" tem causado controvrsia. Embora 
isto surpreenda quem esteja estudando Magizoologia pela primeira vez, 
o problema talvez fique mais claro se pararmos um instante para 
considerar trs tipos de criaturas mgicas. 
Os Lobisomens passam a maior parte do tempo sob a forma humana (seja a de bruxo ou a de trouxa). Uma vez por ms, no entanto, eles se transformam em animais selvagens 
e quadrpedes com intenes assassinas e sem conscincia humana. 
Os hbitos dos centauros no so humanos: eles habitam lugares isolados, recusam roupas e preferem viver longe de bruxos e trouxas, embora tenham inteligncia igual 
a ambos. 
Os trasgos revelam uma aparncia humanide, caminham erectos, podem aprender algumas palavras simples, mas so menos inteligentes do que o unicrnio mais obtuso 
e no possuem poderes mgicos propriamente ditos, exceto a sua fora prodigiosa e sobrenatural. 

Perguntamos ento: qual dessas criaturas  um "ser" - ou seja, uma criatura digna de direitos legais e voz no governo do mundo mgico - e qual  um "animal"? 
As primeiras tentativas para decidir que criaturas mgicas deviam ser designadas "animais"  extremamente primitiva. 
Burdock Muldoon chefe do Conselho dos Bruxos' no sculo XIV, decretou que todo membro da comunidade mgica que caminhasse sobre duas pernas dali em diante penosa 
 condio de "ser", e os demais 
Pena de serem "animais". Imbudo de um esprito fraterno ele convidou todos os 
 "seres" a se reunirem com os bruxos em um encontro de cpula para discutir as novas leis da magia, e descobriu, para seu intenso desapontamento, que errara nos 
clculos, O salo do encontro estava apinhado de duendes que haviam trazido em sua companhia o maior nmero de criaturas bpedes que encontraram. Conforme nos conta 
Bathilda Bagshot em Uma histria da magia: 
Mal se conseguia ouvir com a gritaria dos oraqui-oral, os lamentos dos agoureiros e o canto incessante e agudo dos fiuns. Enquanto os bruxos e bruxas tentavam consultar 
os papis que tinham diante deles, uma variedade de fadinhas e pequenos duendes circulava em volta de suas cabeas dando risinhos abafados e dizendo coisas inteligveis. 
Uns doze trasgos comearam a quebrar o salo com suas maas, enquanto megeras deslizavam pelo lugar  procura de crianas para comer. O chefe do Conselho se levantou 
para abrir o encontro, escorregou em um monte de excremento de pocot e saiu do salo correndo e xingando. 
1 O Conselho de Bruxos precedeu o Ministrio da Magia. 
Vemos assim que o fato de possuir duas pernas no era garantia de que uma criatura mgica pudesse ou devesse ter interesse nos assuntos do governo bruxo. Amargurado, 
Burdock Muldoon renegou qualquer tentativa de integrar os membros no-bruxos da comunidade mgica no Conselho dos Bruxos. 
A sucessora de Muldoon, Madame Elfrida Clagg, tentou definir os "seres" na esperana de criar laos mais fortes com outras criaturas mgicas. 
"Seres" , declarou ela, eram aqueles capazes de falar uma lngua humana. Todos que conseguissem falar inteligivelmente aos membros do Conselho estavam, por tanto, 
os convidados a comparecer no prximo encontro, Os trasgos que tinham 
12. 
aprendido com os duendes algumas frases simples comearam a destruiu o salo como antes, Os furanzes corriam em torno das cadeiras dos conselheiros, unhando os 
tornozelos ao seu alcance. Entrementes, uma grande delegao de fantasmas (que haviam sido barrados sob a liderana de Muldoon, mediante ao argumento de que no 
andavam sobre duas pernas, mas deslizavam) compareceu, mas eles se retiraram desgostosos com o que denominaram mais tarde de "nfase descarada do Conselho nas necessidades 
dos vivos em oposio dos mortos". Os centauros, que sob Muldoon haviam sido classificados com "animais" e, agora, sob Madame Clagg, definidos com "seres", recusaram-se 
a comparecer ao Conselho em protesto pela excluso dos sereianos, que no eram capazes de conversar em outra lngua excepto o seriaco quando subiam  superfcie. 
Somente em 1811 foram encontradas definies que a maior parte da comunidade mgica achou aceitveis. Grogan Stumnp, o Ministro da Magia recm-nomeado, decretou 
que um "ser" era "qualquer criatura que possusse inteligncia suficiente para compreender as leis da comunidade mgica e para 
compartir a responsabilidade na preparao de tais leis" 2 Na ausncia dos duendes os trasgos foram interrogados e o Conselho concluiu que no entendiam nada do 
que lhes era dito; foram, portanto, classificados como "animais" apesar de andarem sobre duas pernas; os sereianos, pela primeira vez, foram convidados por meio 
de intrpretes a se tornarem "seres"; fadinhas, elfos e gnomos, apesar de sua aparncia humanide, foram relegados com firmeza  categoria de "animais". 
13. 
Naturalmente, a questo no se encerrou ai. Todos conhecemos os extremistas que fazem campanha pela classificao dos trouxas como "animais"; todos sabemos que os 
centauros recusaram a condio de "seres" e solicitaram permanecer como "animais" ;3 entrementes, os lobisomens foram transferidos da Diviso de Animais para a de 
Seres h muitos anos; no momento em que escrevo h um Servio de Apoio aos Lobisomens na Diviso de Seres, enquanto o Registro de Lobisomens e a Unidade de Captura 
de Lobisomens permanecem subordinados  Diviso de Animais. Vrias criaturas extremamente inteligentes so classificadas como "animais" porque no conseguem superar 
as suas naturezas brutas. As acromntulas e as manticoras so dotadas de linguagem, mas tentaro devorar qualquer humano que se 
2 Abriu-se uma excepo para os fantasmas, que afirmavam ser insensvel classific-los como "seres" quando eram to evidentemente "eseies". Stump, portanto, criou 
as trs divises do Departamento para Regulamentao e Controle das Criaturas Mgicas que existem at hoje: a Diviso de Feras, a Diviso de Seres, e a Diviso de 
Espritos. 
Os centauros fizeram objeces a algumas das criaturas com quem deveriam compartilhar a condio de "ser", tais como as megeras e vampiros, e declararam que eles 
administrariam seus negcios independentemente dos bruxos. Um ano depois os sereianos fizeram o mesmo pedido. O Ministrio da Magia aceitou essa exigncia com relutncia. 
Embora exista uma Seco de Ligao com os centauros na Diviso de Feras do Departamento para Regulamentao e Controle das Criaturas Mgicas, nenhum centauro jamais 
a usou. De fato, "ser designado para a Seco dos Centauros" tornou-se uma piada no Departamento e significa que a pessoa em questo ser em breve demitida. 
aproxime delas. A esfinge fala somente em charadas e enigmas e se torna violenta quando recebe uma resposta errada. 
Sempre nas pginas a seguintes a classificao de um animal continuar incerta, o fato ser registrado em seu verbete. 
Abordemos agora a pergunta que bruxas e bruxos mais fazem quando a pergunta se volta para a Magizoologia: Por que os trouxas no vem essas criaturas? 
14. 
UMA BREVE HISTRIA DA PRECEP QUE OS TROUXAS TM DOS 
ANIMAIS FANTSTICOS QUE VIVEM OCULTOS 
por mais surpreendente que possa parecer a muitos bruxos, os trouxas nem 
sempre oram ignorantes a respeito das criaturas mgicas e monstruosas 
que nos esforamos h tanto tempo para esconder. Um relance pela arte e 
a literatura trouxas da Idade Mdia revela que eles sabiam serem reais muitas 
das criaturas que hoje consideram imaginrias. O drago, o grifo, o unicrnio, 
a fnix, o centauro - estes e muitos esto representados nas obras de arte 
daquele perodo, embora com um inexactido quase cmica. 
Contudo, um exame mais atento dos bestirios trouxas daquele perodo 
comprova que a maioria dos animais mgicos ou passou inteiramente despercebida dos trouxas ou foi confundida com outra coisa qualquer. Examine o fragmento do manuscrito, 
a seguir, de autoria de um tal Joo Benedito, um monge franciscano de Worcestershire: 
Hoje, quando andava pelo canteiro de ervas, afastei um p de manjerico e descobri um furo de tamanho monstruoso. Ele no correu nem se escondeu como costumam fazer 
esses animais, mas saltou sobre mim, fazendo-me cair de costas no cho e fritando com uma fria pouco natural: "D o fora, careca!" Mordeu ento o meu nariz com 
tanta fora que fiquei sangrando durante horas. O frei no quis acreditar que eu encontrara um furo falante e at me perguntou se eu andara bebendo o vinho de nabos 
do Irmo Bonifcio. Como o meu nariz continuasse inchado e sangrando fui dispensado de assistir s vsperas. 
15. 
Evidentemente, nosso amigo trouxa tinha descoberto no um furo, como ele sups, mas um furanzo, muito provavelmente em perseguio  sua vtima preferida, os gnomos. 
A compreenso insuficiente  muitas vezes mais perigosa que a ignorncia, e o temor que os trouxas tem da magia sem dvida aumentou com seu medo do que poderiam 
estar escondidos em seus canteiros de ervas. A perseguio dos trouxas aos bruxos nessa poca estava atingindo uma intensidade at ento desconhecida, e a viso 
de animais como drages e hipogrifos contribua para a histeria dos trouxas. 
No  objetivo deste livro discutir o perodo de trevas que precedeu a retirada dos bruxos para a clandestinidade.4 Estamos interessados apenas no destino dos animais 
fabulosos que, como ns prprios, tiveram de se ocultar para que os trouxas se convencessem de que magia no existia. 
Quem estiver interessado na historia completa desse perodo particularmente sangrento da vida dos bruxos deve consultar a Coletanea da magia de Bithildi Bigshot 
(Ed Livrinhos Vermelhos 1947) 
A Confederao Internacional dos Bruxos discutiu a questo em famosa reunio de cpula de 1692. Nada menos de sete semanas de discusses, por vezes azedas, entre 
bruxos de todas as nacionalidades, foram dedicadas ao espinhoso problema das criaturas mgicas. Quantas espcies poderiam ocultar do olhar dos trouxas e quais deveriam 
ser? Onde e como iramos escond-las? O debate prosseguiu, acalorado, e embora houvesse criaturas inconscientes de que seu destino estava sendo decidido, outras 
contriburam para o debate. 
Finalmente chegaram a um acordo.6 Vinte e sete espcies, desde o tamanho de um drago ao de um bandinho, deveriam ser escondidas dos trouxas, de modo a criar a iluso 
de que jamais haviam existido, exceto na imaginao. Este nmero cresceu no sculo seguinte,  medida que os bruxos adquiriram 
16. 
maior confiana nos seus mtodos de ocultamento. Em 1750 foi inserida no Estatuto Internacional de Sigilo em Magia a Clusula 73, hoje respeitada pelos Ministrios 
da Magia do mundo inteiro: 
Todo governo bruxo se responsabilizar pelo ocultamento, cuidado e controle de todos os animais, seres e espritos mgicos que vivem dentro das fronteiras do seu 
territrio. Se tais criaturas causarem mal ou chamarem ateno da comunidade trouxa, o governo bruxo da nao afetada ser disciplinado pela Confederao Internacional 
dos Bruxos. 
ANIMAIS FANTSTICOS OCULTOS 
Delegaes de centauro, sereianos e duendes foram persuadidas a comparecer  reunio de cpula. 6 A exceo dos duendes. 
Seria intil negar que h violaes ocasionais da Clusula 73 desde sua insero no Estatuto. Os leitores britnicos mais velhos se lembram do Incidente Ilfracoinbe 
de 1932 quando um drago verde-gals errante mergulhou sobre uma praia apinhada de trouxas que se banhavam ao sol. As fatalidades foram felizmente evitadas pelas 
medidas corajosas tomadas por uma famlia de bruxos em frias (condecorada pelo ato com Ordens de Merlim, Primeira Classe), em que seus membros prontamente realizaram 
a maior operao de Feitios de Memria deste sculo nos habitantes de Ilfracoinbe, afastando por um triz a calamidade iminente.7 
A Confederao Internacional de Bruxos tem aplicado repetidas multas em certas naes por desrespeitarem a Clusula 73. O Tibete e a Esccia so dois infratores 
mais insistentes. Os trouxas que vem itis tm sido to numerosos 
17. 
que a Confederao achou necessrio basear permanentemente uma Fora- Tarefa Internacional nas montanhas do Tibete. Entrementes a maior alga do mundo continua a 
escapar  captura no lago Ness e parece Ter se desenvolvido uma verdadeira sede de publicidade. 
Apesar desses lamentveis incidentes, ns bruxos podemos nos dar os parabns pelo bom trabalho que temos feito. No resta dvida de que a maioria esmagadora dos 
trouxas da atualidade se recusa a acreditar nos animais mgicos que seus antepassados tento temiam. Mesmo trouxas que vem excrementos de pocot ou rastros de lesmnalenta 
- seria tolice supor que os vestgios de tais criaturas sejam ocultveis - parecem se satisfazer com a mais inconsciente das explicaes no-mgicas.8 Se algum trouxa 
tiver o pouco juzo de confidenciar a outros que viu um hipogrifo voando para o 
Em seu livro publicado em 1972, Trouxas sensitivos, Blenheim Stalk afirma que alguns habitantes de llfracombe no foram afetados pelo Feitio de Memria em Massa. 
"At hoje, um trouxa apelidado de 'Esquisito' continua falando nos bares ao longo da costa sulina de 'um baita lagarto voador' que perfurou seu colcho de ar." 
H um fascinante exame dessa feliz tendncia dos trouxas em A filosofia do mundano: por que os trouxas sobrevivem no apenas do Patrinonio e no (Ed Dust e Mildewe 
1963)
norte, as pessoas em geral iro acreditar que ele bebeu ou est "variando". Por mais injusto que isso parea para com o trouxa em questo,  melhor do que ser queimado 
na fogueira ou afogado no laguinho do povoado. 
Ento, como  que a comunidade bruxa esconde os animais fantsticos? Por sorte algumas espcies no precisam de muita ajuda para evitar 
serem vistos pelos trouxas. Criaturas como o tebo, o seminviso e o tronquilho tm maneiras prprias e extremamente eficientes de se camuflar, e nunca foi necessrio 
o Ministrio da Magia intervir para ajud-los. Por outro lado, h animais que, graas  inteligncia ou  timidez inata, evitam a todo custo o contato com os trouxas 
- por exemplo, o unicrnio, o bezerro apaixonado e o centauro. Outras criaturas mgicas habitam lugares inacessveis 
18 
Aos trouxas - este  caso da acromntula, nas profundezas da floresta virgem de Bornu, e da fnix, que faz ninho nos picos de montanhas inalcanveis sem usar magia 
alguma. Finalmente, o que  mais comum, temos os animais que so pequenos demais, velozes demais ou gostam demais de passar por animais mundanos e no atraem a ateno 
dos trouxas - chizcaros, gira-giras e crupes pertence a esta ltima categoria. 
Ainda assim, h animais em nmeros suficientes que, seja ou no intencionalmente, continuam visveis at aos olhos trouxas, e so esses que geram uma quantidade 
considervel de trabalho para o Departamento para Regulamentao e Controle das Criaturas Mgicas. Esse Departamento, o 
segundo maior do Ministrio da Magia,9 cuida das variadas necessidades das muitas espcies sob sua responsabilidade, de muitas maneiras diferentes. 
Hbitats Seguros 
E possvel que o passo mais importante para ocultar as criaturas mgicas seja 
a criao de hbitats seguros. Os Feitios Antitrouxas impedem que os 
invasores penetrem nas florestas, onde centauros e unicrniios vivem, e nos 
lagos e rios designados para uso dos sereianos. Em casos extremos, como o do 
quintpede, reas inteiras foram tornadas imnapeveis.' 
Algumas dessas reas seguras precisam ser mantidas sob constante 
superviso bruxa: por exemplo, reservas de drages. Enquanto unicrnios e sereianos se contentam em permanecer nos territrios destinados ao seu uso, os drages 
aproveitam 
19. 
qualquer oportunidade para sair  caa fora dos limites de suas reservas. Em alguns casos os Feitios Antitrouxas no funcionam, pois os poderes do prprio animal 
podero cancel-los. Tal  o caso do cavalo-do-lago, cujo nico objetivo na vida  atrair para si seres humanos, e o do Pogrebin, que sai  procura deles. 
Controle de Vendas e Criao 
A possibilidade de um trouxa se assustar com quaisquer dos animais maiores e mais perigosos foi grandemente reduzida pelas severas penas agora vinculadas 
O maior Departamento do Ministrio da Magia  o Departamento de Execuo das Leis da Magia, ao qual os outros seis departamentos esto, de alguma forma, subordinados 
- com a possvel exceo do Departamento de Mistrios. 
1() Quando uma rea territorial  tornada inapevel,  impossvel tra-la nos mapas. 
 criao e venda de seus ovos e filhotes, O Departamento para 
Regulamentao e Controle das Criaturas Mgicas mantm uma vigilncia rigorosa sobre o comrcio de animais fantsticos. A Proibio de Criao Experimental de 1965 
tornou ilegal o desenvolvimento de novas espcies. 
Feitio Desiluso rio 
O bruxo de rua tambm tem sua participao no ocultamento dos animais mgicos. Aqueles que so donos de hipogrifos, por exemplo, so obrigados por lei a encantar 
a fera com um Feitio Desilusrio para distorcer a viso de qualquer trouxas que possa surpreend-lo. Os Feitios Desilusrios devem ser realizados diariamente porque 
seus efeitos costumam se desfazer. 
Feitios de Memria 
Quando o pior acontecer e um trouxa v o que ele ou ela no deveria, o Feitio de Memria talvez seja o melhor instrumento para reparar o dano, o Feitio de Memria 
pode ser realizado pelo dono do animal em questo, mas em caso de trouxas terem sido seriamente afetados, o Ministrio da Magia pode enviar uma equipe de observadores 
treinados. 
20. 
A Seo de Desinformao 
A Seo de Desinformao somente intervir nos casos extremos de coliso magia-trouxa. Algumas calamidades mgicas ou acidentes so simplesmente demasiado bvios 
para serem explicados pelos trouxas sem auxlio de uma autoridade externa. Em tais casos, a Seo de Desinformao entrar em contato direto com o primeiro-ministro 
dos trouxas para buscar uma explicao no-mgica e plausvel para o acontecido. Os esforos ininterruptos dessa Seo em persudiar os trouxas de que todas as provas 
fotogrficas do cavalo-do-lago Ness so falsas j produziram algum efeito no sentimento de salvar uma situao que, no passado, parecia extremamente perigosa. 
A IMPORTNCIA DA MAGIZOOLOGIA 
As medidas anteriormente descritas so apenas um vislumbre dos objetivos 
e do alcance do trabalho feito pelo Departamento para Regulamentao e 
Controle das Criaturas Mgicas. Resta apenas responder  pergunta para a qual todos ns, no intimo, sabemos a resposta: Por que continuamos, coletiva e individualmente, 
tentando proteger e ocultar os animais mgicos, mesmo os que so selvagens e indomveis? A resposta  transparente: para assegurar s geraes futuras de bruxas 
e bruxos o prazer de apreciar seus poderes e sua estranha beleza, como temos tido o privilgio de fazer at hoje. 
Ofereo este livro como uma simples introduo ao tesouro de animais fantsticos que habitam o nosso mundo. Setenta e cinco espcies sero descritas nas prximas 
pginas, mas no duvido que ainda este ano mais alguma seja descoberta, exigindo que se publique uma qinquagsima terceira edio revista de Animais fantsticos 
e onde habitam. Entrementes, acrescentarei apenas que me d grande prazer pensar que geraes de jovens bruxas e bruxos ampliaram seu conhecimento e compreenso 
das feras fantsticas de que tanto gosto atravs das pginas deste livro. 
21. 
CLASSIFICAES DO MINISTRIO DA MAGIA 
O Departamento para Regulamentao e Controle das Criaturas Mgicas classifica todos os animais, seres e espritos conhecidos, oferecem assim um guia imediato para 
a periculosidade conhecida da criatura. As cinco classes so as seguintes: 
Classificao do Ministrio da Magia "M.M.,.) 
Em alguns casos achei necessria uma explicao para a classificao de um determinado animal e acrescentei notas de rodap. 
22. 
UM GLOSSRIO DOS ANIMAIS FANTSTICOS 
ACROMANTULA (ACROMNTULA) 
Classificao MM: XXXXX 
A acromnntula  uma aranha monstruosa de oito olhos e dotada de fala humana. E originria de Brneu, onde habita a inata fechada. Suas caractersticas incluem plos 
negros e grossos que lhe cobrem o corpo; as pernas tm uma envergadura que pode abranger at quatro metros e meio; as pinas produzem um estalido distinto quando 
ela se excita ou se irrita; e, 

XXXXX         Mata bruxos / impossvel treinar ou domesticar 
XXXX         Perigoso/ exige conhecimento especializado / bruxo perito pode enfrentar 
XXX         Bruxo competente pode enfrentar 
XX         Inofensivo / pode ser domesticado 
X         Tedioso 

finalmente, produz uma secreo venenosa e tece teias abobadadas no solo. A acromntula  carnvora e prefere presas de grande porte. A fmea ;e maior que o macho 
e pode pr at cem ovos de cada vez. Macios e brancos, eles tm o tamanho de uma bola inflvel de piscina. Os filhotes nascem de seis a oito semanas aps a postura. 
Os ovos de acromntula so classificados como Artigos No Comerciveis Classe A pelo Departamento para Regulamentao e Controle das Criaturas Mgicas, o que significa 
que sua importao ou venda  punida com severidade. 
Acredita-se que esse animal foi desenvolvido por bruxos, possivelmente com a finalidade de guardar suas casas ou tesouros, como acontece com a maioria dos seres 
criados por meio de magia." Apesar de sua inteligncia quase humana, a acromntula, 
23. 
no entanto, no  treinvel e oferece extremo perigo a bruxos e trouxas. Os boatos de que uma colnia desses animais teria se formado na Esccia 
no foram confirmados. 
ASHWINDER (CINZAL) 
(classificao MM: XXX 
O ashwinder (cinzal) se forma quando se permite que um fogo mgico'2 arda 
livremente durante muito tempo. Uma cobra fina, cinza-claro, de olhos 
Animais dotados de fala humana raramente aprendem a falar sozinhos: exceo a esta regra  o furanzo. A Proibio de Criao Experimental somente entrou em vigor 
neste sculo, muito depois da primeira notcia oficial, 1974, da descoberta de uma acromntula 
Qualquer fogo a que se tenha adicionado uma substncia mgica como o p de Flu. 
rutilante, surgir das brasas desse fogo e rastejar para as sombras da habitao em que se encontra deixando um rastro de cinzas atrs de si. 
O cinzal vive apenas uma hora, tempo usado para procurar um lugar 
escuro e protegido e ali depositar seus ovos, depois do que ele vira p. Os ovos so vermelho-vivo e liberam um intenso calor. Podem incendiar uma 
habitao em minutos se no forem encontrados e congelados com um feitio apropriado, O bruxo que perceber que h um ou mais cinzais soltos em casa deve procurar 
rastre-los imediatamente e localizar a ninhada de ovos. Uma 
vez congelados, os ovos so muito valiosos para o preparo de Poes de Amor e podem ser comidos inteiros como remdio para a malria. 
Os cinzais so encontrados no mundo inteiro. 
AUGUREY (AGOUREIRO), tambm conhecido como Jrish Phoenix (fnix irlandesa) 
Classificao MM: XX 
O augurey (agoureiro)  nativo da Gr-Bretanha e da Irlanda, embora por 
vezes seja encontrado em outros pases do norte europeu. Pssaro magro e de aspecto tristonho, que lembra um abutre pequeno e mal nutrido, o agoureiro  preto-esverdeado. 
E extremamente tmido, faz ninhos em moitas espinhosas, 
24. 
come grandes insetos e fadas, s voa sob a chuva pesada e, no restante do tempo, fica escondido em seu ninho em feitio de lgrimas. 
O agoureiro tem um canto baixo e soluante caracterstico, que 
antigamente se acreditava anunciar a morte. Os bruxos evitavam os ninhos de agoureiro com medo de ouvir esse som de partir o corao, e acredita-se que mais de um 
bruxo sofreu um ataque cardaco ao passar por uma moita e ouvir o lamento de um agoureiro escondido.'3 Com o tempo, porm, pesquisas 
13 Sabe-se que rico, o Excntrico, dormiu em um quarto contendo nada menos de cinqenta agoureiros de estimao. Em um inverno particularmente chuvoso, Urico se 
convenceu, ao ouvir o canto de seus agoureiros, 
pacientes revelaram que esse pssaro simplesmente anuncia a aproximao da chuva.'4 Desde ento, ele entrou na moda como barmetro caseiro, embora haja quem ache 
difcil aturar o seu lamento contnuo durante os meses de inverno. As penas do agoureiro no servem para fazer canetas porque repelem a tinta. 
BASILISK (BASILISCO), tambm chamado King ou Serpents (Rei das Cobras) 
Classificao MM: XXXXX 
O primeiro basilisco e que se tem notcia foi criado por Herpo, o Sujo, um bruxo das trevas de nacionalidade grega e ofidiglota, que descobriu, aps muitas experincias, 
que um ovo de galinha chocado por um sapo produzia uma cobra gigantesca dotada de poderes extraordinariamente perigosos 
O basilisco  uma cobra verde-vivo que pode alcanar quinze metros de comprimento. O macho tem uma pluma vermelha na cabea. Suas presas so excepcionalmente venenosas, 
mas seu 
25. 
rgo de ataque mais poderoso so os grandes olhos amarelos. A pessoa que o encara sofre morte instantnea. 
Se a fonte de alimentos  suficiente (o basilisco come mamferos e aves e a maioria dos rpteis), ele pode atingir uma idade avanada. Acredita-se que o espcime 
de Herpo, o Sujo, viveu quase novecentos anos. 
A criao foi declarada ilegal desde a poca medieval, embora a prtica seja facilmente dissimulvel, pois basta remover o ovo de galinha do choco do sapo quando 
o Departamento para Regulamentao e Controle das Criaturas 
de que havia morrido e se transformara em fantasma. Suas tentativas de atravessar as paredes da casa resultaram, segundo seu bigrafo Rodolfo Pittiman, em um "concurso 
que durou dez dias". 
14 Veja Por que no morri ao ouvir o canto do agoureiro, de autoria de Gulliver Pokebv, 1824 (Ed. Livrinhos Vermelhos). 
Mgicas aparece  porta. Contudo, uma vez que os basiliscos no so controlveis, exceto por ofidiglotas, eles oferecem tanto perigo  maioria dos bruxos das trevas 
quanto a qualquer outra pessoa, e no h registros de basiliscos na Gr-Bretanha nos ltimos quatrocentos anos. 
BILLYWIG (GIRA-GIRA) 
Classificao MM: XXX 
O billywig (gira-gira)  um inseto nativo da Austrlia. Mede cerca de um centmetro e trs milmetros,  azul-safira berrante. Sua velocidade  to grande que ele 
raramente  percebido pelos trouxas e, muitas vezes, nem pelos bruxos at receberem sua picada. As asas do gira-gira saem do auto de sua cabea e rodam a grande 
velocidade quando ele voa. Na extremidade oposta h um ferro longo e fino. Quem  picado por gira-gira sente tonteira seguida de levitao. H geraes, jovens 
bruxas e bruxos australianos tm tentado apanhar gira-giras para provoc-los e serem picados por eles, produzindo assim esses efeitos colaterais mesmo que o excesso 
de picadas possa fazer a vtima flutuar no ar descontrolada durante dias seguidos. Nos casos em que h forte reao alrgica, essa flutuao pode se tornar permanente. 
O ferro seco do gira-gira 
26. 
 usado em vrias poes e acredita-se que seja um dos ingredientes do popular doce Delcias Gasosas 
BOWTRUCKLE (TRONQUILHO) 
Classificao MM.: 
O bowtruckle (tronquilho)  uma criatura que guarda rvores, encontrvel 
principalmente no oeste da Inglaterra, sul da Alemanha e certas florestas da 
Escandinvia. E dificlimo de localizar por ser pequeno (no mximo vinte 
centmetros de altura) e aparentemente formado por tronco e gravetos com dois olhinhos castanhos. 
O tronquilho, que se alimenta de insetos,  uma criatura pacfica e extremamente tmida, mas se a rvore em que ele vive  ameaada, h quem diga que ele salta sobre 
o lenhador ou sobre o cirurgio-florestal que est tentando danificar sua habitao e fura os olhos deles com seus dedos longos e afiados. Oferecer bichos-de-conta 
aos tronquilhos os acalma por tempo suficiente para uma bruxa ou bruxo retirar madeira de sua rvore para a fabricao de uma varinha. 
BUNDIMUN (BANDINHO) 
Classificao MM.: X( 
O bundimun (bandinho)  encontrado no mundo inteiro. Ele infesta as casas, perito que  em se infiltrar sob as tbuas do soalho e rodaps. A presena do bandinho 
em geral  anunciada por um fedor de decomposio. Ele secreta uma substncia que pode apodrece at as fundaes de habitaes em que se encontra. 
Quando em repouso, o inseto lembra uma mancha de fungo esverdeado dotada de olhos, embora quando se assuste ele fuja com suas numerosas perninhas finas. Alimenta-se 
de sujeira. Os Feitios de Limpeza acabam com a infestao de bandinhos em uma casa, mas se seu dono deixou que os insetos proliferassem livremente, ele dever entrar 
em contato com o Departamento para Regulamentao e Controle das Criaturas 
27. 
Mgicas (Subdiviso de Pragas) antes que a casa desmorone. A secreo de bandinho diluda  usada para preparar certos fluidos mgicos de limpeza. 
CENTAUR (CENTAURO) - 
Classificao MM.: 
O centauro recebe uma classificao XXXX no porque seja excessivamente agressivo, mas porque deve ser tratado com grande respeito. O mesmo se aplica a sereianos 
e unicrnios. 
O centauro tem cabea, tronco e braos humanos ligados a um corpo de cavalo cujo colorido varia. Inteligente e dotado de fala humana, a rigor, no deveria ser chamado 
de animal, mas a seu prprio pedido foi assim classificado pelo Ministrio da Magia (veja Introduo deste livro). 
O centauro habita a floresta. Acredita-se que ele teve origem na Grcia, embora haja atualmente comunidades desses animais em vrias partes da Europa. As autoridades 
bruxas em cada pas em que h centauros destinaram a eles reas em que no sero incomodados pelos trouxas; porm, eles no tm grande necessidade de proteo bruxa, 
pois contam com recursos prprios para se esconder dos humanos. 
O modo de vida do centauro  envolto em mistrio. Geralmente, eles tm tanta desconfiana de bruxos quanto de trouxas e, na realidade, parecem no fazer grande diferena 
entre os dois. Vivem em rebanhos que renem de dez a cinqenta membros e gozam da reputao de entender de cura mgica, adivinhao, manejo do arco e astronomia. 
CHIMERA (QUIMERA) 
Classificao MM.: 
A chimnera (quimera)  um monstro grego raro com cabea de leo, corpo de bode e rabo de drago. Feroz e sanguinria, ela  extremamente perigosa. S se conhece 
um exemplo 
28. 
de algum que abatido uma quimera, mas o azarado bruxo em questo caiu do seu cavalo alado (veja pgina 63) e morreu pouco depois, sem foras. Os ovos da quimera 
so classificados como Artigos No Comerciveis Classe A. 
CHIZPURFLE (CHIZCARO) 
Classificao MM.: 
O chizpurfle (chizcaro)  um pequeno parasita de at um milmetro e meio de altura com a aparncia de um caranguejo e dotado de grandes presas. E atrado pela magia 
e pode infestar o plo e as penas de criaturas como os crupes e agoureiros. Penetra tambm a habitao de bruxos e ataca objetos mgicos tais como varinhas, que 
ele ri gradualmente at o cerne mgico, ou ento se instala em caldeires sujos, onde engole qualquer restinho de poo.'6 Embora o chizcaro possa ser eliminado 
facilmente com qualquer das poes patenteadas  venda no mercado, vrias infestaes podem exigir uma visita da Subdiviso de Pragas do Departamento para Regulamentao 
e Controle das Criaturas Mgicas, pois o chizcaro quando inchado por substncias mgicas torna-se muito dificil de combater. 
CLABBERT (CLABERTO) 
Classificao MM.: 
O clabbert (claberto)  uma criatura arbrea, que lembra uma cruza de mico com sapo. Teve origem no sul dos Estados Unidos, embora h muito tempo tenha sido exportado 
para o mundo inteiro. Sua pele lisa e sem plos  malhada de verde, as mos e os ps so palmados e os braos e pernas longos e flexveis, 
29. 
o que permite ao bicho se balanar de um galho para outro com a agilidade de um orangotango. Sua cabea tem pequenos chifres e uma boca larga, que parece estar rindo, 
cheia de dentes afiados como uma navalha. O animal alimenta-se principalmente de pequenos lagartos e aves. 
Sua caracterstica marcante  uma enorme pstula no meio da testa e fica vermelha e fasca quando o bicho percebe um perigo. No passado, os 
16 Na ausncia de magia, sabe-se que os chizcaros atacam objetos eltricos por dentro (para compreender melhor o que  eletricidade, veja Ajuda domstica e hbitos 
sociais dos trouxas britnicos. de Wilhelm Wigworth Ed Livrinhos Vermelhos 1987) As questes de* hiziiros* explicam os defeitos intrigantes de muitos artefatos eltricos 
trouxas relativamente novos. 
bruxos americanos mantinham clabertos em seus jardins para dar sinal antecipado da aproximao dos trouxas, mas a Confederao Internacional dos Bruxos criou multas 
que reduziram muito tal prtica. A viso  noite de uma rvore cheia de pstulas brilhantes, embora decorativa, atraa muitos trouxas querendo saber por que seus 
vizinhos continuavam a acender os enfeites de Natal em junho. 
CRUP (CRUPE) 
Classificao MM.: X( 
O crupe  originrio do sudeste da Inglaterra e  muito parecido com um terrier, exceto pelo rabo bifurcado. E quase certo que seja um co criado por magia porque 
 muito leal aos bruxos e feroz com os trouxas. E um grande comedor de refugo, ingere qualquer coisa desde gnomos a pneus velhos. A licena para se Ter um crupe 
pode ser obtida no Departamento para Regulamentao e Controle das Criaturas Mgicas aps um simples exame para comprovar que o bruxo interessado  capaz de controlar 
o animal nas reas habitadas por trouxas, O dono  tambm obrigado por lei a cortar o rabo dele, com um Feitio de Corte indolor, entre a Sexta e a oitava semana 
de vida para que o crupe no chame a ateno dos trouxas. 
DEMIGUISE (SEMINVISO) 
Classificao MM.: 
O semninviso  encontrado no Extremo Oriente, embora no seja fcil localiz-lo, porque pode se tornar invisvel quando 
30. 
ameaado. Disto decorre que s pode ser visto por bruxos treinados para sua captura. 
O semninviso  um animal herbvoro e pacfico, cuja aparncia lembra a de um grandioso macaco com grandes olhos negros e tristes, em geral escondidos sob os plos 
da cabea. O corpo inteiro  coberto por plos longos, 
finos e sedosos. Essa pelagem  muito valorizada porque seus fios podem ser usados para tecer capas da invisibilidade. 
DIRICAWL (ORAQUI-ORAL) 
Classificao MM.: 
O diricawl (oraqui-oral) teve origem na ilha Mauricia. Esta ave rolia, de penas fofas e incapaz de voar, se destaca pelo seu mtodo de fugir do perigo. Ele desaparece 
em meio a uma nuvem de penas e reaparece em outro lugar (a fnix tem essa mesma capacidade; ver pgina 53). 
O interessante  que no passado os trouxas conheciam perfeitamente a existncia do oraqui-oral, embora lhe dessem o nome de "dodo". Por no perceberem que a ave 
podia desaparecer quando queria, os trouxas acreditaram que tivessem provocado a extino da espcie por ca-la em demasia. Uma vez que tal crena parece Ter despertado 
a conscincia trouxa para os perigos de matar outras criaturas indiscriminadamente, a Confederao Internacional dos Bruxos sempre achou prudente no informar aos 
trouxas que o oraqui-oral continuava a existir. 
DOXY (FADA MORDENTE), por vezes chamadas de Biting Fairy 
Classificao MM.: X( 
Muitas vezes a doxy (fada mordente)  confundida com uma fada verdadeira 
(ver "Fairy (fada)"), embora seja uma espcie bem diferente. Como a fada, ela 
tem uma forma humana minscula, mas  coberta de plos espessos e dotada 
31. 
de dois pares de pernas e braos. As asas da fada mordente so grossas, curvas e brilhantes, muito semelhantes de um besouro, elas so encontradas em todo norte 
da Europa e Amrica, preferindo climas frios. Pem at quinhentos ovos de cada vez e os enterram. Os filhotes nascem entre duas e trs semanas depois. 
As fadas mordentes possuem fileiras duplas de dentes afiados e venenosos. E preciso tomar um antdoto quando se  mordido 
DRAGON (DRAGO) 
Classificao MM.: 
O dragon (drago), provavelmente o animal mgico mais famoso do mundo, encontra-se entre os mais dificeis de esconder. A fmea  em geral maior e mais agressiva 
do que o macho, embora ningum deva se aproximar de nenhum dos dois exceto os bruxos com aptido e treinamento excepcionais. O couro, o sangue, o corao, o figado 
e o chifre do drago tm grandes propriedades mgicas, mas seus ovos so considerados Artigos No Comerciveis Classe A. 
Existem dez espcies de drago, embora se saiba que elas ocasionalmente se entrecruzam produzindo hbridos raros. Os drages puros-sangues so os seguintes: 
ANTIPODEAN OPALEYE (OLHO-DE-OPALA) 
O Antipodean opaleye (olho-de-opala)  nativo da Nova Zelndia, embora se saiba que emigra para Austrlia quando h uma reduo de territrio em sua terra natal. 
Ao contrrio de outros drages, ele habita os vales e no as montanhas. Talvez tipo mais belo de drago, ele tem porte mdio (entre duas e trs toneladas), escamas 
nacaradas e olhos iridescentes sem pupilas, donde o seu nome. Produz uma chama vermelho-vivo, embora pelos padres de comportamento de um drago ele no seja muito 
agressivo e raramente mate a no ser que tenha fome. Seu alimento preferido 
32. 
so os carneiros, embora se saiba que tambm ataca presas maiores. Uma onda de mortes de cangurus em fins de 1970 foi atribuida a um olho-de-opala macho expulso 
de sua terra natal por uma fmea dominadora. Seus ovos so cinza-claro e podem ser confundidos com fsseis por trouxas imprudentes. 
CHINESE FIREBALL (METEORO-CHINS), tambm conhecido como Liondragon (drago leonino) 
O nico drago oriental tem uma aparncia particularmente vistosa. Vermelho, com escamas lisas, ele apresenta uma franja de cristas douradas em volta do focinho 
arredondado e olhos muito saltados, O meteoro -chins recebeu este nome por causa das labaredas em forma de cogumelo que saem de suas narinas quando o irritam. Pesa 
entre duas e quatro toneladas, sendo as fmeas maior do que o macho. Os olhos so carmim-vivo com pintas douradas, e suas cascas so muito valiosas para a magia 
chinesa, O meteoro- chins  agressivo, porm mais tolerante com a prpria espcie do que a maioria dos drages, consentindo por vezes em dividir seu territrio 
com outros dois drages. Banqueteia-se com a maioria dos mamferos, embora prefira porcos e humanos. 
COMMON WELSH GREEN (VERDE-GALS COMUM) 
 O Welsh green (verde-gals) se confunde com os capins luxuriantes de sua terra natal, embora faa ninho nas montanhas mais altas onde foi demarcada uma reserva 
para a sua preservao. Apesar do Incidente Ilfracomnbe (veja Introduo), esta raa est entre as que causam menos problemas, preferindo, como o olho-de-opala, 
caar carneiros e se empenhar para evitar os humanos, a no ser quando provocado. O verde-gals tem um urro surpreendentemente melodioso que  facilmente reconhecvel. 
Suas labaredas saem em jorros finos e seus ovos so cor de terra, sarapintados de verde. 
33. 
HEBRIDEAN BLACK NEGRO DAS ILHAS HBRIDAS) 
Este outro drago nativo da Gr-Bretanha  mais agressivo do que seu correspondente gals. Exige um territrio de cento e sessenta quilmetros quadrados por drago. 
O negro das ilhas Hrbridas alcana nove metros de comprimento, tem escamas speras, brilhantes olhos de prpura e uma carreira 
de cristas curtas, mas afiadssimas, ao longo do dorso. Tem asas semelhantes do morcego, e seu rabo termina em um espigo em forma de flecha, O negro das ilhas Hrbridras 
se alimenta principalmente de veados, embora se saiba que roube ces de grande porte e at reses. O cl de bruxos MacFsty, que h sculos habita as ilhas Hrbridras, 
tradicionalmente tem se encarregado da administrao dos drages dessas ilhas. 
HUNGARTAN HORNTML (RABO-CRNEO HNGARO) 
Como fama de ser a mais perigosa das raas de drago, o rabo-crneo hngaro tem escamas pretas e aparncia de lagarto. Seus olhos so amarelos, os chifres cor de 
bronze tal como os cornos que cobre o seu longo rabo, O alcance (quinze metros) das labaredas do rabo-crneo  um dos maiores que h. Seus ovos so cor de cimento 
com uma casca particularmente dura; os filhotes quebram as cascas com os rabos cujos cornos j esto bem desenvolvidos quando eles nascem. O rabo-crneo se alimenta 
de cabras, carneiros e, sempre que possvel, de humanos. 
NORWEGIAN RIDGEBACK (DORSO-CRISTADO NORUEGUS) 
O Norwegian ridgebak (dorso-cristado noruegus) lembra o rabo-crneo na maioria de suas caractersticas, mas ao contrrio de cornos no rabo, o dorsocristado tem 
cristas bastante salientes e negras por todo o dorso. 
Excepcionalmente agressivo com os de sua espcie, o dorso-cristado  hoje em dia uma 
34. 
das raas mais raramente criadas. Sabe-se que ataca a maioria dos mamferos terrestres de grande porte e, o que  incomum para um drago, tambm se alimenta de criaturas 
marinhas. Um relato no confirmado conta que um dorso-cristado capturou um filhote de baleia nas costas da Noruega em 1802. 
Os ovos deste drago so pretos e os filhotes desenvolvem a capacidade de expelir labaredas mais cedo do que os de outras raas (entre um e trs meses). 
PERUVIAN VIPERTOOTH (DENTE-DE-VBORA PERUANO) 
 o menor dos drages conhecidos e o mais veloz em vo. Com cerca de quatro metros e meio de comprimento apenas, o Peruvian vipertooth (dente- de-vbora peruano) 
tem escamas lisas acobreadas e marcas negras na crista. Os chifres so curtos e as presas particularmente venenosas. O dente-de-vbora alimenta-se sem hesitar de 
cabras e vacas, mas gosta tanto de humanos que a Confederao Internacional de Bruxos foi forada a enviar exterminadores ao Peru, no fim do sculo XIX, para reduzir 
a populao de drages que estava crescendo com rapidez assustadora. 
ROMANTAN LONGHORN (CHIFRES-LONGOS ROMENO) 
O Longhorn (chifres-longos) tem escamas verde-escuras e longos chifres dourados faiscantes com os quais ele fura sua presa antes de ass-la. Quando modos, os chifres 
desse drago se tornam muito valiosos como ingredientes de poes. O territrio nativo dos chifres-longos foi recentemente transformado na reserva de drages mais 
importante do mundo, onde os bruxos de todas as nacionalidades estudam de perto as raas de drages. O chifres-longos tem sido objeto de intenso programa de reproduo 
porque sua populao diminuiu tanto nos ltimos anos, em grande parte devido ao comrcio de seus chifres, que eles se tornaram Artigos Comerciveis Classe 
B. 
35. 
SWEDISH SHORT-SNOUT (FOCINHO-CURTO SUECO) 
O Swedish short-snout (focinho-curto sueco)  um belo drago azul-prateado cuja pele  muito procurada para confeco de luvas e escudos de proteo. As labaredas 
que saem de suas narinas so azul-brilhante e podem reduzir 
madeiras e ossos a cinzas em questo de segundos. O focinho-curto  responsvel por um nmero menor de mortes humanas do que a maioria dos drages, mas como prefere 
viver em reas montanhosas despovoadas e selvagens, esse dado pouco significa. 
UKRAINTAN IRONBELLY (BARRIGA-DE-FERRO UCRANIANO) 
A maior raa de drages conhecida, o Jronbelly (barriga-de-ferro) pode atingir seis toneladas de peso. *Rotundo* e mais lento no vo do que o dente-de-vbora e o 
chifres-longos, o barriga-de-ferro , ainda assim, extremamente perigoso, capaz de esmagar habitaes sobre as quais aterrissa. Suas escamas so cinzametlico, os 
olhos de um vermelho forte e as garras particularmente longas e cruis. A espcie tem sido objeto de constante observao por parte das autoridades bruxas ucranianas 
desde que um barriga-de-ferro arrebatou um barco no mar Negro, em 1799. 
DUGBOG (CAVA-CHARCO) 
Classificao MM.: X( 
O dugbog (cava-charco)  um habitante dos brejos da Europa e das Amricas do Norte e do Sul. Lembra um pedao de madeira sem vida quando est parado, embora a um 
exame atento revele patas com nadadeiras e dentes muito afiados. Desloca-se pelos brejos, alimentando-se principalmente de pequenos mamferos e produz graves ferimentos 
nos tornozelos das pessoas que andam por ali. A comida favorita do cava-charco, porm,  a mandrgora. J houve gente que cultivou 
36. 
essa planta que, ao levantar uma folha de suas valiosas mandrgoras, encontrou os restos sangrentos em conseqncia da visita de um cava-charco. 
ERKLING (ELFO-DA-BAVRIA) 
Classificao MM..' XXXX 
O elfo-da-bavria teve origem na Floresta Negra, na Alemanha.  maior que um gnomo (uns noventa centmetros em mdia), tem queixo fino e uma gargalhada que encanta 
principalmente crianas, a quem ele tenta atrair para longe de seus guardies a fim de as comer. O controle rigoroso exercido pelo Ministrio da Magia alemo reduziu 
drasticamente as mortes causadas pelos elfos-da-bavria nos sculos mais recentes, O ltimo ataque de que se tem notcia foi ao bruxo Bruno Schrnidt, de seis anos 
de idade, que resultou na morte do elfo quando o bruxinho lhe deu uma forte pancada na cabea com o caldeiro desmontvel do pai. 
ERUMPENT (ERUMPENTE) 
Classificao MM: 
O erumpent (erumpente)  um animal africano, cinzento, de grande porte e fora. A distncia, esse bicho, que pesa at uma tonelada, pode ser confundido com um rinoceronte. 
Tem um couro grosso que repele a maioria dos feitios e maldies, um chifre afiado sobre o nariz e um grande rabo que lembra uma corda. D  luz apenas um filhote 
de cada vez. 
O erumpente no ataca a no ser provocado pela dor, mas se ele investir contra algum os resultados so em geral catastrficos. Seu chifre pode perfurar qualquer 
coisa desde pele at metal e contm uma secreo fluida que faz a coisa ou pessoa injetada explodir. 
O nmero de erumpentes no  grande porque os machos causam a exploso uns dos outros durante a temporada de 
37. 
acasalamento. Esses animais so tratados com grande cautela pelos bruxos africanos. Os chifres, rabos e secreo explosiva do erumpente so empregados em poes, 
embora classificados como Artigos Comerciveis Classe B (Perigoso e Sujeitos a Rigoroso Controle). 
FAIRY (FADA) 
Classificao MM.: XX 
A fada  um animal pequeno e decorativo mas de pouca inteligncia.'7 E usada ou conjurada com freqncia pelos bruxos para servir de enfeite na decorao e, em geral, 
habita as inatas e os alagadios. A fada varia de dois centmetros e meio a doze centmetros de altura, tem corpo, cabea e ombros minsculos e humanides, mas tambm 
grandes asas como as de um inseto que podem ser transparentes ou mnulticoloridas conforme sua espcie. 
A fada  dotada de fraco poder mgico que ela usa para deter predadores tais como o agoureiro. Tem uma natureza rixenta mas, sendo excessivamente vaidosa, torna-se 
dcil sempre que  chamada a servir de ornamento. Apesar de sua aparncia humana, a fada no fala. Usa um zumbido agudo para se comunicar com suas companheiras. 
A espcie pe cinqenta ovos de cada vez no verso das folhas. Deles nascem larvas vivamente coloridas. De seis a dez dias depois elas se transformam em casulos, 
dos quais saem, um ms mais tarde, adultos alados inteiramente formados. 
38. 
FIRE CRAB (CARANGUEJO-DE-FOGO) 
Classificao MM.: X( 
Apesar do seu nome, o fire crab (caranguejo -de-fogo)  muito semelhante a 
uma grande tartaruga com uma carapaa cravejada de pedras preciosas. Em 
Os trouxas tm grande fraqueza por fadas que aparecem numa variedade de contos escritos para as suas crianas. Esses "contos de fadas" falam de seres alados com 
personalidades distintas e com a capacidade de 
conversar com humanos (embora na maioria das vezes de forma to sentimental que d nuseas). As fadas, conforme so imaginadas pelos trouxas, habitam casinhas minsculas 
em corolas de flores, cogumelos ocos e coisas semelhantes. Na maioria das vezes so desenhadas com uma varinha na mo. De todos os animais mgicos pode-se dizer 
que as fadas tm recebido a melhor cobertura da imprensa trouxa. 
sua terra de origem, as ilhas Fiji, uma faixa do litoral foi transformada em reserva para proteg-lo no apenas dos trouxas, que poderiam ser tentados por sua carapaa 
valiosa mas tambm dos bruxos inescrupulosos que usam as carapaas como caldeires muito procurados. O caranguejo -de-fogo, no entanto, tem um mecanismo de defesa 
prprio: expele chamas pelo rabo quando atacado. Ele  exportado como animal de estimao mediante uma licena especial. 
FLOBBERWORM (VERME-CEGO) 
Classificao MM.: X 
O flobberworm (verme-cego) vive em valas midas. Animal de cor castanha que chega a atingir vinte e cinco centmetros de comprimento, ele se mexe muito pouco. Suas 
duas extremidades so indistinguveis uma da outra. E ambas produzem um muco que , por vezes, usado para engrossar poes. O alimento preferido do verme-cego  
a alface, embora ele coma praticamente qualquer vegetal. 
FWOOPER (FIUUM) 
Classificao MM.: X( 
O fwooper (fiuum)  uma ave africana com plumagem extremamente colorida; pode ser laranja, rosa, verde-clara ou amarela. H muitos anos o fiuum fornece penas para 
canetas de luxo bem como pe ovos com desenhos em cores vivas. A princpio prazeroso, o canto desta ave acaba levando quem o escuta  
39. 
loucura'8, por isso ela  vendida com um Feitio Silenciador que exige um reforo mensal. Seus donos precisam tirar uma licena para t-la pois a ave deve ser cuidada 
com responsabilidade. 
GHOUL (VAMPIRO) 
Classificao MM.: 
O ghoul (vampiro), embora feio, no  uma criatura particularmente perigosa. Parece um ogro escorregadio e dentuo e, em geral, habita os stos ou os celeiros de 
propriedades de bruxos onde come aranhas e mariposas. Ele geme e de vez em quando atira objetos pela habitao, mas  em essncia um simplrio que, na pior das hipteses, 
rosna assustadoramente para todos com quem depara. Existe uma Fora-Tarefa para vampiros no Departamento para Regulamentao e Controle das Criaturas Mgicas que 
se encarrega de remov-los das habitaes que passaram mos trouxas, mas nas famlias bruxas o vampiro muitas vezes  assunto de conversas ou at bicho de estimao. 
GLUMBUMBLE (BESOURO-DA-MELANCOLIA) 
Classificao MM.: X( 
O glubumnblee (besouro-da-melancolia, norte da Europa)  um inseto voador, cinzento, de corpo peludo; produz uma secreo que induz a melancolia e  usado como antdoto 
para a histeria causada pela ingesto das folhas de aliquente. Sabe-se que esse besouro pode infestar colmias com efeitos 
40. 
18 rico, o Excntrico, certa vez tentou provar que o canto do fiuum era na realidade benfico  sade e escutou-o durante trs meses sem interrupo. Infelizmente, 
ele no conseguiu convencer o conselho o Conselho de Bruxos, ao qual relatou suas descobertas por chegou reunio, usando apenas um chin ou meiaperuca, que a um 
exame mais atento os conselheiros descobriram ser um texugo morto. 
desastrosos para o mel. Ele faz ninho em lugares escuros e protegidos tais como o oco das rvores e grutas. Alimenta-se de urtigas. 
GNOME (GNOMO) 
Classificao MM.. XX 
O gnomo  uma praga comum em jardins, e  encontrado por toda a Europa e Amrica do Norte. Pode atingir at trinta centmetros de altura, tem uma 
cabea desproporcionalmente grande e dura e ps ossudos. Para expuls-los 
do jardim  preciso girar o animal no alto at deix-lo tonto e arremess-lo por cima do muro. Como alternativa pode-se usar um furanzo, embora hoje em 
dia muitos bruxos achem esse mtodo de controle de gnomos demasiado brutal. 
GRAPHORN (ARPU) 
Classificao MM.: XXXX 
O arpu  encontrado nas regies montanhosas da Europa. Animal de grande porte, prpura-acinzentado e provido de corcova, o arpu tem dois chifres 
muito longos e afiados, caminha sobre enormes ps de quatro dedos e tem 
uma natureza extremamente agressiva. Os trasgos montanheses so por vezes vistos montando em arpus, embora estes animais paream no tolerar as 
tentativas de dom-los, pois  muito comum encontrar um trasgo coberto de cicatrizes feitas por arpus. Seus chifres moidos so empregados em muitas 
poes, embora tal ingrediente seja carssimo dada a dificuldade de obt-la, O couro  ainda mais grosso que o de um drago e repele a maioria dos feitios. 
41. 
GRIFFIN (GRIFO) 
Classificao M.M.: XXXX 
O grifo  originrio da Grcia e tem as pernas dianteiras e uma grande cabea de guia, mas o corpo e as pernas traseiras de leo. Tal como as esfinges (ver adiante), 
os grifos so com freqncia empregados pelos bruxos para guardar tesouros. E embora ele seja feroz, sabe-se de bruxos que tm feito amizade com esse animal. Os 
grifos se alimentam de carne crua. 
GRINDYLOW (GRINDYLOW) 
Classificao MM: XX 
Demnio aqutico de chifres e pele verde-clara, o grindylow  encontrado em lagos da Gr-Bretanha e Irlanda. Alimenta-se de pequenos peixes e  igualmente agressivo 
com bruxos e trouxas, embora se saiba que os merpeople (sereianos) so capazes de domestic-los. O grindylow tem dedos muito longos que embora possuam grande fora 
so facilmente quebrveis. 
HIPPOCAMPUS (HIPOCAMPO) 
Classificao MM.: X( 
Originrio da Grcia, o hipocaimpo tem a cabea e os quartos dianteiros de cavalo e o rabo e os quartos traseiros de um peixe gigantes. Embora encontrvel comummente 
no mar Mediterrneo, um esplndido espcime ruo azul foi capturado por sereianos ao largo da Esccia em 1949 e por eles domesticados, O hipocainpo pe ovos grandes 
e semi-transparentes, atravs dos quais se pode ver o filhote em formao. 
HIPPOGRIFF (HIPOGRIFO) 
Classificao MM.: X( 
O hipogrifo  nativo da Europa, embora seja atualmente conhecido no mundo 
inteiro. Tem a cabea de uma 
42. 
enorme guia e o corpo de cavalo. Pode ser domesticado, embora isso s deva ser tentado por peritos. Deve-se manter contato visual ao se avizinhar de um hipogrifo. 
Fazer uma reverncia demonstra boas intenes. Se o hipogrifo retribuir a reverncia, ser seguro se aproximar. 
O hipogrifo escava o cho  procura de insetos, mas como igualmente aves e pequenos mamferos. Em poca de acasalamento, esse animal constri um ninho no cho e 
ali deposita um nico ovo, grande e frgil, que choca em vinte e quatro horas, O filhote de hipogrifo estar pronto para voar uma semana depois, embora ainda v 
levar meses para poder acompanhar seus pais em viagens mais longas. 
HORKLUMP (TOLETE) 
Classificao MM.: X 
O horklump (tolete) teve origem na Escandinvia, mas hoje  encontrado em todo o norte europeu. Lembra um cogumelo carnudo e rosado coberto de plos ralos, negros 
e duros. Procurador prodigioso, ele cobre um jardim de tamanho mdio em questo de dias, O tolete lana tentculos vigorosos na terra em lugar de razes  procura 
do seu alimento preferido, as minhocas. Por sua vez, ele  uma iguaria apreciada pelos gnomos, mas no tem nenhum outro uso conhecido. 
IMP (DIABINHO) 
Classificao MM..' XX 
O imp (diabinho) s  encontrado na Gr-Bretanha e na Irlanda. Por sua vez  confundido com o diabrete. Os dois tm a mesma altura (entre quinze e vinte centmetros), 
embora o diabinho no seja capaz de voar como o diabrete e nem seja to colorido (o diabinho normalmente varia de marrom-escuro a preto). No entanto, ambos tm o 
mesmo senso de 
43. 
humor grotesco. Seu terreno preferido  mido e pantanoso, e com freqncia  visto prximo margens de rios onde se diverte empurrando e fazendo tropear os incautos. 
O diabinho se alimenta de pequenos insetos e tem hbitos de acasalamento muito semelhantes aos das fadas, embora no tea casulos; seus filhotes nascem totalmente 
formados com cerca de dois centmetros e meio de altura. 
JARVEY (FURANZO) 
Classificao MM.: X)Q( 
O furanzo  encontrado na Gr-Bretanha, Irlanda e Amrica do Norte. Assemelha-se a um furo de grande porte na maioria das espcies, exceto pelo fato de que  capaz 
de falar. Uma conversa propriamente dita, porm, ultrapassa a capacidade do furanzo, que tende a se limitar a frases curtas (e, em geral, grosseiras) ditas num 
fluxo contnuo. Ele vive principalmente sob a terra onde persegue gnomos, mas tambm se alimenta de toupeiras, ratos e outros roedores. 
JOBBERKNOLL (DEDO-DURO) 
Classificao MM.: 
O jobberknoll (dedo-duro)(encontrvel ao norte da Europa e nas Amricas)  uma minscula ave azul, toda sarapintada, que se alimenta de pequenos insetos. No produz 
som algum at a hora de morrer quando deixa escapar um grito longo formado por todos os sons que ouviu durante a vida, regurgitados de trs para frente. As penas 
do dedo-duro so usadas em Soros da Verdade e Poes da Memria. 
KAPPA (KAPPA) 
Classificao MM.: 
O kappa  um demnio aqutico do Japo que habita lagos e rios rasos. Com fama de parecer um macaco com escamas de peixe em lugar de plos, esse animal tem um oco 
no cocuruto da cabea no qual ele carrega gua 
44. 
O kappa se alimenta de sangue humano, mas  possvel convenc-lo a no fazer mal a algum, atirando-lhe um pepino com o nome da pessoa gravado  faca. Ao enfrentar 
esse animal, o bruxo deve engan-lo obrigando-o a se curvar - porque se ele fizer isso, a gua guardada no oco de sua cabea escorrer, drenando-o de toda a sua 
fora. 
KELPIE (CAVALO-DO-LAGO) 
Classificao Mlvi.: 
Esse demnio aqutico da Gr-Bretanha e da Irlanda pode assumir vrias formas, embora na maioria das vezes aparea como um cavalo com crineira de folhas de tabua. 
Depois de atrair os incautos para mont-lo, ele mergulha direto ao fundo do rio ou lago e devora o cavaleiro deixando suas tripas boiando  superficie. A maneira 
correta de dominar um cavalo -do-lago  passar as rdeas por cima de sua cabea com um Feitio de Colocao que o torne obediente e manso. 
O maior cavalo -do-lago do mundo encontra-se no lago Ness, Esccia. Assume, de preferncia, a forma de uma serpente marinha. Os observadores enviados pela Confederao 
Internacional de Bruxos perceberam que no estavam lidando com uma serpente verdadeira quando a viram transforma-se em uma lontra  aproximao de uma equipe de 
investigadores trouxas e, em seguida, voltar  forma anterior quando eles partiram. 
KNARL (OURIO) 
Classificao MM.: X( 
O knarl (ourio) (Europa Setentrional e Amrica do Norte)  em geral 
confundido pelos trouxas com o porco-espinho. As 
45. 
duas espcies so de fato indistinguveis, exceto por uma diferena importante em seu comportamento: se deixarmos comida no jardim para um porco- espinho, ele a 
aceitar e apreciar o presente; por outro lado, se oferecermos comida a um ourio, ele ir supor que o dono da casa est tentando atra-lo para uma cilada, e destruir 
as plantas e ornamentos do jardim da casa. Muitas crianas trouxas j foram acusadas de vandalismo quando o verdadeiro culpado foi um ourio. 
KNEAZLE (AMASSO) 
Classificao Mlvi.: 
O kneazle (amasso) foi originalmente criado na Gr-Bretanha, embora seja atualmente exportado para todo o mundo. Um pequeno felinide com plo pintado ou malhado, 
grandes orelhas e o rabo igual ao de leo, o amasso  inteligente, independente e, por vezes, agressivo, embora quando se afeioa a um bruxo ou bruxa ele se torne 
um excelente bichinho de estimao. O amasso tem uma capacidade excepcional de detectar pessoas suspeitas ou indesejveis, e seu dono pode confiar que o animal o 
levar a salvo at a casa se ele se perder. O amasso tem at oito filhotes em uma ninhada e pode cruzar com gatos. E preciso tirar licena para se Ter um animal 
desses (como no caso dos fiuuns e dos crupes), porque eles tm uma aparncia diferente o bastante para atrair o interesse dos trouxas. 
LEPRECHAUN (DUENDE IRLANDS), por vezes tambm chamado Clauncorn (Clauricorne) 
Classificao MM.: X( 
Mais inteligente do que uma fada e menos malicioso do que o diabinho, o diabrete ou fada mordente, ainda assim o leprechaun, que  um duende Irlands, atinge at 
um metro e meio de altura e sua cor  verde. Sabe-se que  capaz de criar roupas rsticas 
46. 
com folhas.  a nica das "pequenas criaturas" dotada de fala, embora nunca tenha solicitado sua reclassificao como "ser", O leprechaun gera seus filhotes e habita 
principalmente as inatas e reas silvestres. Ele gosta de atrair a ateno dos trouxas e, em conseqncia, aparece com tanta freqncia quanto a fada na literatura 
infantil de lngua inglesa. O duende irlands produz uma substncia que parece ouro mas desaparece aps algumas horas para seu grande divertimento. Alimenta-se de 
folhas e, apesar de Ter reputao de pregar peas, nunca se soube que tivesse prejudicado um humanos de modo permanente. 
LETHIFOLD (MORTALHA-VIVA), tambm conhecida como Living Shroud (Manto Letal) 
Classificao MM..' XXXXX 
A lethifold (mortalha-viva) , felizmente, uma criatura rara, encontrada somente em climas tropicais. Lembra um manto negro de pouco mais de um centmetro de espessura 
(mais grosso quando acabou de matar e digerir uma vtima) que rasteja pelo cho durante a noite. A noticia mais antiga que se tem uma mortalha-viva foi descrita 
pelo bruxo Flvio Belby, que teve a sorte de sobreviver a um ataque desse animal em 1782 quando passava as frias em Papua, na Nova Guin. 
Por volta de uma hora da manh, quando eu comeava finalmente a me sentir, ouvi um farfalhar muito prximo. Acreditando que eram apenas as folhas da rvore l fora, 
mudei de posio na cama, deixando as costas viradas para a janela, e avistei o que pareceu ser uma sombra disforme deslizando pela porta do meu quarto. Fiquei parado, 
tentando sonolentamente adivinhar o que produzia tal sombra em um quarto iluminado apenas pelo luar. Sem 
47. 
dvida a minha imobilidade levou a mortalha-viva a acreditar que sua vtima potencial estava adormecida, 
Para meu horror, a sombra comeou a subir sorrateiramente em minha cama, e senti o seu peso leve sobre mim. Parecia apenas um manto preto ondulante, suas pontas 
farfalhavam levemente enquanto ela avanava para mim. Paralisado de medo, senti o seu toque mido no meu queixo antes de me sentar com um movimento brusco. 
A coisa tentou me sufocar, subindo inexoravelmente pelo meu rosto, tampando minha boca e as narinas, mas eu continuei a me debater, sentindo o tempo todo a sua friagem 
envolvente sobre mim. Incapaz de pedir socorro, tateei  procura da minha varinha. Tonto porque a coisa se colava ao meu rosto, incapaz de inspirar concentrei todas 
as minhas foras para lhe lanar um Feitio Estuporante, e ento, como este no fosse suficiente para dominar a criatura, embora tivesse aberto um buraco na porta 
do meu quarto - tentei uma Azarao de Impedimento, que tambm de nada adiantou. Ainda me debatendo como um louco, me virei de lado e ca pesadamente no cho, agora 
envolto pela mortalha. 
Eu sabia que estava prestes a perder completamente a conscincia, sufocado. Desesperado, reuni minha ltima reserva de energia. Apontei a varinha para longe de mim, 
para as dobras letais da criatura, procurando trazer  lembrana o dia em que fui eleito presidente do Clube de Bexigas da minha cidade, e executei um Feitio Patrono. 
Quase na mesma hora senti o ar fresco no meu rosto. Ergui os olhos e vi a sombra letal ser atirada no 
48. 
ar pelos chifres do meu Patrono. Ela voou pelo quarto e deslizou depressa para longe da vista. 
Conforme Belby revela to dramaticamente, o Patrono  o nico feitio conhecido para repelir uma mortalha-viva. Mas, uma vez que ela sempre ataca pessoas adormecidas, 
suas vtimas raramente tm chance de usar a magia para se defender. Depois que a presa foi sufocada, o animal a digere ali mesmo na cama. Sai, ento, da casa ligeiramente 
mais grossa e gorda do que entrou, sem deixar para trs o menor vestgio de si ou de sua vtima. 19 
LOBALUG (SERINGA) 
Classificao MM: XXX 
 encontrada nas profundezas do Mar do Norte. E uma criatura simples com vinte e cinco centmetros de comprimento , formada por um esguicho flexvel e uma bolsa 
de veneno. Quando ameaada, ela contrai essa bolsa e esguicha veneno no atacante, Os sereianos usam a seringa como arma, e sabe-se que h bruxos que extraem o veneno 
desse animal para us-lo em poes, embora tal prtica seja rigorosamente controlada. 
MACKLED MALACLAW (MALAGARRA) 
Classificao MM.: X)Q( 
A mackled malaclaw (malagarra)  uma criatura terrestre 
49. 
19  quase impossvel calcular o nmero de vtimas da lethifold (mortalha-viva) porque ela no deixa pistas de sua passagem. Mais fcil ser calcular o nmero de 
bruxos que visando a objetivos inescrupulosos fingiram Ter sido mortos por esses mantos letais. O exemplo mais recente dessa duplicidade ocorreu em 1973 quando o 
bruxo Jano Thickev desapareceu, deixando apenas um bilhete escrito, s pressas, na mesa-de-cabeceira: 
"Ah, no, uma mortalha-viva me pegou, estou sufocando." Convencidos pela cama vazia e imaculada que aquele animal realmente tivesse matado Jano, sua mulher e seus 
filhos iniciaram um perodo de luto rigoroso que foi bruscamente interrompido quando descobriram que Jano estava vivendo a oitenta quilmetros de distncia com a 
proprietria do Drago Verde. 
encontrvel principalmente nas costas rochosas da Europa. Apesar de sua leve semelhana com a lagosta, ela no deve em hiptese alguma ser ingerida porque sua carne 
 imprpria para o consumo humano e provocar febre alta e uma feia urticria esverdeada. 

A malagarra pode atingir o comprimento de trinta centmetros, seu corpo  cinza-claro com pintas verde-escuras. Alimenta-se de pequenos crustceos e tenta atacar 
presas de maior tamanho. Sua mordida tem o singular efeito colateral de tornar a vtima extremamente azarada por um perodo de at uma semana aps a mordida. Se 
algum, for mordido por uma malagarra, deve cancelar todas as apostas, investimento de risco e especulaes porque certamente ter prejuzos. 
MANTICORE (MANTICORA) 
Classificao MM.: 
A inanticore (inanticora)  um perigosssimo animal grego com cabea humana, corpo de leo e rabo de escorpio. To feroz quanto a quimera e igualmente rara, a inanticora 
tem fama de cantar baixinho enquanto devora a presa. Sua pele repele quase todos os feitios conhecidos e sua mordida pode causar morte instantnea. 
MERPEOPLE (SEREIANOS) tambm conhecidos por seus nomes regionais Sirens, Selkies e Merrows 
Classificao MM.: 
Os merpeople (sereianos) existem em todo o mundo, embora variem de aparncia como os humanos. Seus hbitos e costumes permanecem to misteriosos quanto os do centauro, 
embora os bruxos que aprendam o seriaco nos falem de 
50. 
20 Ver nota de rodap sobre a classificao do centauro. 
comunidades excepcionalmente organizadas, cujo tamanho varia conforme a localizao, havendo algumas com habitaes muito bem construdas. Do mesmo modo que os centauros, 
os sereianos abriram mo da condio de "seres" em favor de "animais" (veja Introduo). 
Os sereianos mais antigos de que se tem registro so conhecidos pelo nome de sereias (Grcia) e  nas guas mais tpidas que encontramos as belas sereias descritas 
na literatura trouxa e representadas em suas pinturas. Os selkies da Esccia e os merrows da Irlanda so menos belos, mas revelam o mesmo amor  msica comum a todos 
os sereianos. 
MOKE (BRIBA) 
Classificao MM.: XXX 
A moke (briba)  um lagarto verde-prateado que atinge at vinte e cinco centmetros de comprimento e  encontrado por toda a Gr-Bretanha e a Irlanda. Tem a capacidade 
de se encolher quando quer e, conseqentemente, nunca  vista pelos trouxas. 
O couro de moke  muito valorizado pelos bruxos para a confeco de carteiras e bolsas pois a pele escamosa se contrai  aproximao de estranhos, do mesmo modo 
que fazia seu antigo dono; as bolsas de dinheiro feitas de couro de briba so portanto muito dificeis de serem encontradas pelos ladres. 
MOONCALF (BEZERRO APAIXONADO) 
Classificao MM.: 
O mooncalf (bezerro apaixonado)  um animal extremamente timido que sai da toca apenas em noites de lua cheia. Tem o corpo liso e cinza-claro, olhos redondos e salientes 
no cocuruto da cabea e quatro perninhas finas que terminam em enormes ps chatos. O bezerro apaixonado executa complicadas 
51. 
danas, apoiado nas patas traseiras, em reas ermas e banhadas de luar. Acredita-se que sejam um preldio ao acasalamento (e muitas vezes seus movimentos deixam 
*intricados* desenhos geomtricos nos campos de trigo para grande perplexidade dos trouxas). 
Assistir ao bezerro apaixonado danar ao luar  uma experincia fascinante e, muitas vezes, proveitosa porque se seu excremento prateado foi recolhido antes do sol 
nascer e espalhado sobre canteiros de ervas mgicas e de flores, as plantas crescero rapidamente e se tornaro muito resistentes. Os bezerros apaixonados so encontrados 
no mundo inteiro. 
MURTLAP (MURTISCO) 
Classificao MM.: X( 
O murtlap (murtisco)  um animal semelhante a um rato encontrado nas reas litorneas da Gr-Bretanha. Tem uma salincia nas costas que lembra uma anmona-do-mar. 
Quando essa pseudoflor saliente  ingerida em conserva produz resistncia a feitios e azaraes embora uma overdose possa causar crescimento de plos de cor prpura 
nas orelhas. O murtisco se alimenta de crustceos e dos ps de qualquer uma que caia na tolice de pisar em cima dele. 
NIFFLER (PELCIO) 
Classificao MM.: X( 
O niffler (pelcio)  um animal britnico. Fofo, preto, de focinho longo, essa criatura que faz tocas subterrneas tem predileo por tudo que brilha. Ele  muitas 
vezes criado por duendes para cavar as profundezas da terra em busca de tesouros. Embora este animal seja manso e at capaz de se afeioar,  muito destrutivo e 
jamais deve ser mantido dentro de casa. Ele vive em covas que podem atingir seis metros de profundidade e tem de seis a oito filhotes em cada ninhada. 
52. 
NOGTAIL (RABICURTO) 
Classificao M.M.: XXX 
O nogtail (rabicurto)  demnio encontrado nas reas rurais de toda a Europa, Rssia e Amrica do Norte. Ele lembra um porquinho ano com pernas longas, rabo grosso 
e curto, e olhos pretos e midos. O rabicurto entra sorrateiro em uma pocilga e mama em uma porca normal ao lado dos seus filhotes. Quanto mais tempo ele  deixado 
em liberdade e quanto maior se torna, tanto maior a destruio na propriedade em que penetrou. 
O rabicurto  extraordinariamente rpido e dificil de capturar, mas se for afugentado at os limites da propriedade por um co todo branco ele no voltar, O Departamento 
para Regulamentao e Controle das Criaturas Mgicas (Subdiviso de Pragas) mantm uma dzia de sabujos albinos para esse servio. 
NUNDU (NUNDU) 
Classificao MM.: 
Esse animal da Africa Oriental  indiscutivelmente o mais perigoso do mundo. Um enorme leopardo que se desloca em silncio, apesar de seu tamanho, e cujo o hlito 
causa uma doena capaz de eliminar um povoado inteiro, o nundu nunca foi subjugado por menos de cem bruxos qualificados juntos. 
OCCAMY (OCCAMI) 
Classificao MM..' XXXX 
O occamny (ocamni)  encontrado no Extremo Oriente e na India. Esse bpede emplumado, com asas e corpo de serpente, pode alcanar o comprimento de quatro metros 
e meio. Alimenta-se principalmente de ratos e aves, embora haja notcia de que ataque macacos. O occamni  agressivo com todos que se aproximam dele, especialmente 
quando se trata de 
53. 
defender seus ovos cujas cascas so feitas da prata mais pura e malevel. 
PHOENIX (FNIX) 
Classificao MM.: 21 
A fnix  um pssaro magnifico, de cor vermelha e porte de cisne, com um longo rabo, bico e garras dourados. Faz ninho no cume de montanhas no Egito, India e China, 
e tem uma vida longuissima porque  capaz de se regenerar, irrompendo em chamas quando seu corpo entra em decadncia e ressurgindo das cinzas novamente jovem.  
um pssaro manso, a que no atribuem mortes, e se alimenta apenas de ervas. A exemplo do oraqui-oral (veja pgina 30), ela pode desaparecer e reaparecer quando 
quer. Seu canto  mgico: acredita-se que aumenta a coragem dos puros corao e atemorize os impuros de corao. Suas lgrimas possuem poderosas propriedades curativas. 
PIXIE (DIABRETE) 
Classificao MM.: X( 
O pixie (diabrete)  encontrado principalmente na Cornualha, uma regio inglesa. De cor azul-eltrico, medindo at vinte centimnetros de altura e muito travesso, 
ele gosta de pregar peas e fazer brincadeiras de mau gosto de todo o tipo. Embora no seja dotado de asas,  capaz de voar e sabe-se que pode agarrar humanos incautos 
pelas orelhas e lev-los para o topo de rvores e edificios de grande altura, O diabrete fala uma algaravia aguda que s  compreendida pelos seus iguais. Este animal 
gera seus filhotes. 
54. 
21 A fnix recebe classificao XXXX no porque seja agressiva, mas porque pouqussimos bruxos conseguiram domestic-la. 
PLIMPLY (DILTEX) 
Classificao M.M.: XXX 
O plimpy (diltex)  um peixe esfrico e sarapintado que se caracteriza por duas longas pernas que terminam em ps palmados. Habita os lagos profundos cujos leitos 
ronda  procura de alimento, preferindo lesmas-d'gua. O diltex no  particularmente perigoso, embora roa os ps e as roupas dos nadadores.  considerado uma praga 
pelos sereianos, que se livram dele dando ns em suas pernas elsticas; o diltex , ento, carregado embora pela correnteza e sendo incapaz de se orientar no consegue 
voltar at ser desamarrado, o que leva horas. 
POGREBIN (POGREBIN) 
Classificao MM.: X)Q( 
O pogrebin  um demnio nisso que tem menos de trinta centmetros de altura, um corpo peludo, mas uma enorme cabea cinzenta e lisa. Quando encolhido, o pogrebin 
lembra uma pedra redonda e reluzente. Esse demnio  atrado pelos humanos e gosta de segui-los andando  sombra e se abaixando rapidamente quando a sombra se vira 
para ele. Se um humano permitir que o pogrebin o siga durante muitas horas, ser envolvido por uma sensao de grande futilidade que finalmente o far cair em um 
estado de letargia e desespero. Quando a vtima pra de andar e cai de joelhos para chorar a inutilidade de tudo, o pogrebin saltar sobre ela e tentar devor-la. 
Porm  fcil repeli-lo com azaraes simples ou Feitios Estuporantes. Chut-lo para longe tambm pode ser eficaz. 

PORLOCK (POCOT) 
Classificao MM.: X( 
O porlock (pocot)  um guardio de cavalos encontrvel em 
55. 
Dorset, uma regio da Inglaterra, e no sul da Irlanda. Tem o corpo coberto por uma pelagem comprida e, na cabea, uma maaroca de plos duros alm de um nariz excepcionalmente 
grande. Suas patas so cascos fendidos. Seus braos so pequenos e terminam em quatro dedos curtos e grossos. Quando adultos, atingem cerca de sessenta centmetros 
de altura e se alimentam de capim. 
O pocot  acanhado e vive para proteger os cavalos. Ele pode ser encontrado escolhido no meio do feno dos estbulos ou ento se escondendo no meio da manada, Os 
poctos desconfiam dos humanos e sempre se afastam quando eles se aproximam. 
PUFFSKEIN (PUFOSO) 
Classificao MM.: 
O puffskein (pufoso)  encontrado no mundo inteiro. De forma esfrica, coberto de plos macios cor de amarelo,  uma criatura dcil que no se importa de ser afagado 
ou atirado para todo lado.  fcil de cuidar e emite um zumbido surdo quando est satisfeito. A intervalos, ele estica para fora uma lngua longa, fina e rosada 
que serpeia pela casa em busca de comida. O pufoso come qualquer coisa desde sobras de comida at aranhas, mas revela preferncia especial por enfiar a lngua no 
nariz dos bruxos adormecidos e comer as melecas que encontra. Essa tendncia tornou-o muito querido pelas crianas bruxas h vrias geraes, e ele continua sendo 
um bichinho de estimao muito popular. 
QUINTAPED (QUINTPEDE), tambm chamado MacBoon peludo Classificao MM.: 
O quintaped (quintpede)  um animal carnvoro perigosssimo com um certo gosto por humanos. Seu corpo atarracado e rente ao cho  coberto por plos castanho -avermelhados, 
56. 
do mesmo modo que suas pernas, que terminam em patas tortas. Ele  encontrado na ilha de Drear, ao largo do extremo norte da Esccia, razo pela qual a ilha foi 
considerada inapevel. 
Conta a lenda que, no passado, a ilha de Drear ela povoada por duas Famlias bruxas, os McClivert e os MacBoon. Um duelo de bbados entre Dulgad, chefe do cl McClivert, 
e Quino, chefe do cl MacBoon, terminou com a morte de Dulgad. Em retaliao, assim conta a lenda, um grupo dos McClivert cercou as casas dos MacBoon, certa noite, 
e transfigurou cada membro da famlia em um monstruoso animal de cinco patas. Os McClivert perceberam, tarde demais, que os MacBoon, depois de transformados, tinham 
se tornado infinitamente mais perigoso do que antes (eram famosos por sua grande incompetncia em magia). Alm disso, os MacBoon resistiram a todas as tentativas 
de faz-los voltar  forma humana, Os monstros mataram todos os McClivert at no resta um nico ser humano na ilha. Foi ento que os monstros MacBoon se deram conta 
de que na falta de algum para brandir uma varinha, eles seriam forados a continuar como estavam para o resto da vida. 
Se a lenda  ou no verdadeira ningum jamais saber. Pois  certo que no sobreviveu nem McClivert nem MacBoon para nos contar o que aconteceu com os seus antepassados. 
Os quintpedes no so dotados de fala e tm resistido energicamente tentativas do Departamento para 
Regulamentao e Controle das Criaturas Mgicas de capturar um espcime e tentar retransform-lo, por isso temos que supor que se eles forem realmente, conforme 
sugere seu apelido, os MacBoon peludos, devem estar muito satisfeitos de passar a vida inteira como animais. 
57. 
RAMORA (RAMORA) 
Classificao M.M.: XX 
A ramora  um peixe prateado encontrvel no Oceano Indico. Dotada de 
poderosa magia, ela ancora navios e protege os navegantes. Esse peixe  muito valorizado pela Confederao Internacional de Bruxos que estabeleceu vrias leis para 
proteg-lo dos pescadores bruxos. 
RED CAP (BARRTE VERMELHO) 
Classificao MM.: X( 
Essas criaturas ans vivem em crateras de antigos campos de batalha ou onde quer que o sangue humano tenha sido derramado. Embora facilmente repelidas com feitios 
de azaraes, elas oferecem grande perigo aos trouxas que andam sozinhos, a quem tentaro matar de pancadas nas noites escuras. Os barretes 
vermelhos so encontrados principalmente no norte da Europa. 
RS-MA (RS-MA) 
Classificao MM.: 
Boi gigante e raro de couro dourado, a rs-ma  encontrvel nas regies 
agrestes da Amrica do Norte e do Extremo Oriente. Seu sangue d a quem bebe uma fora imensa, embora a dificuldade em obt-lo torne o seu estoque mnimo e raramente 
disponvel no mercado livre. 
RUNESPOOR (FAROSUTIL) 
Classificao MM.: 
O farosutil  originrio de um pequeno pas africano, o Burkina Faso. Serpente de trs cabeas, ele normalmente atinge entre um metro e oitenta centmetros e dois 
metros e dez centmetros de comprimento. Laranja berrante com listras 
negras, o farosutil  facilmente localizvel, razo pela qual o 
58. 
Ministrio da Magia de Burkina Faso declarou inapeveis certas reas de floresta para seu uso exclusivo. 
Esse animal, embora em si no seja particularmente agressivo, no passado foi um bichinho de estimao de bruxos das trevas sem dvida por causa de sua aparncia 
vistosa e intimidante. E aos escritos de ofidiglotas, que criaram e conversaram com essas cobras, que devemos a nossa compreenso dos seus curiosos hbitos. Esses 
escritos revelam que cada uma das cabeas do farosutil tem uma finalidade diferente. A da esquerda (para o bruxo que est de frente para a cobra)  a que planeja. 
Decide aonde ele deve ir e o que deve fazer a seguir, a cabea do meio  a que sonha (o farosutil pode permanecer parado durante dias seguidos, perdido em vises 
e devaneios gloriosos). A cabea da direita  a que critica e avalia os esforos das cabeas da esquerda e da direita com um silvo contnuo e irritante. As presas 
da cabea da direita so extremam ente venenosas. Este animal raramente alcana uma idade avanada uma vez que as cabeas tendem a se atacar mutuamente. E comum 
ser avistado sem a cabea da direita porque as outras duas se juntaram para arranc-la. 
O farosutil pe ovos pela boca, o nico animal mgico capaz desse feito. Os ovos tm imenso valor na produo de poes para estimular a agilidade mental, O mercado 
negro dos ovos e das prprias cobras floresce h muitos sculos. 
SALAMANDER (SALAMANDRA) 
Classificao MM.: X( 
A salamandra  um pequeno lagarto que habita o fogo e se alimenta de 
chamas. Brando ofuscante, ela pode se apresentar 
59. 
azul ou vermelha, dependendo do calor do fogo onde surgiu. 
As salamandras podem sobreviver at seis horas fora do fogo se ingerirem pimenta a intervalos regulares. Sobrevivem somente enquanto o fogo no qual apareceram continuar 
a arder, O sangue desse animal tem eficazes propriedades curativas e restauradoras. 
SEA SERPENT (SERPENTE MARINHA) 
Classificao MM.: X( 
A serpente marinha  encontrada nos oceanos Atlntico e Pacfico e no Mar Mediterrneo. Embora de aparncia assustadora, no h notcias de que tenha matado seres 
humanos apesar dos relatos dos trouxas histricos sobre seu comportamento feroz. Esse animal atinge at trinta metros de comprimento, tem cabea de cavalo e um corpo 
longo de serpente que se ergue do mar em corcoveios. 
SHRAKE (REQUE) 
Classificao MM..' XXX 
 um peixe inteiramente coberto de espinhos e encontrvel no oceano Atlntico. Acredita-se que o primeiro cardume foi criado como uma vingana contra pescadores 
trouxas que insultaram navegantes bruxos no incio do sculo XIX. Desde ento, quando recolhem suas redes naquela rea do mar, os trouxas as encontram rasgadas e 
esvaziadas pelos reques que nadam sob elas. 
SNIDGET (POMORIM) 
Classificao MM..' 
O snidget (pomorim)  uma espcie de pssaro extremamente 
60. 
22 pomorim dourado recebe uma classificao XXXX no porque seja perigoso, mas porque quem os captura ou fere recebe penalidades severas. 
rara e protegida por lei. Todo redondo. Com um bico longo e fino, olhos vermelhos e brilhantes como pedras preciosas, o pomorim dourado voa com excepcional velocidade 
e pode mudar de direo com incrvel percia e rapidez graas s dobradias giratrias de suas asas. 
As penas e os olhos do poinorim tm tal valor que, no passado, a caado que os bruxos lhe promoveram quase o levou  extino. O perigo foi percebido a tempo e a 
espcie passou a ser protegida, o que resultou na notvel substituio do pomorim pelo pomo de ouro no jogo de quadribol.23 Existem santurios de poinorins no mundo 
inteiro. 
SPHINX (ESFINGE) 
(Classificao MM.: 
A esfinge egpcia tem cabea humana e corpo de leo. H mais de mil anos ela  usada pelos bruxos e bruxas para guardar tesouros e seus esconderijos secretos. Inteligentssimo, 
esse animal tem prazer em inventar charadas e quebra-cabeas. Em geral, a esfinge s se torna perigosa quando aquilo que est guardando  ameaado. 
STREELER (LESMALENTA) 
Classificao MM.: X( 
Esse animal  uma enorme lesma que muda de cor de hora em hora, e quando caminha deixa um rastro to venenoso que murcha e queima toda a vegetao por onde passa. 
A lesmalenta  originria de vrios pases africanos, embora tenha sido reproduzida pelos bruxos, com sucesso, na Europa, na Asia e nas Amricas. E criada como bicho 
de estimao por aqueles 
61. 
23 Quem estiver interessado no papel que os pomorim dourado representou no desenvolvimento do jogo de quadribol deve consultar o Quadri boi atravs dos sculos, 
de autoria de Kermilworthv Whisp (Ed. Livros Bruxa Ana. 1952). 
que apreciam suas mudanas caleidoscpicas de cor e porque seu veneno  uma das poucas substncias capazes de matar toletes. 
TEBO (TEBO) 
Classificao MM.: XXXX 
O tebo  um javali cinzento, encontrado no Congo e no Zaire. E dotado de invisibilidade, o que dificulta fugir dele ou captur-lo, tornando-o extremamente perigoso. 
O tebo  muito valorizado pelos bruxos para fabricar roupas e escudos protetores. 
TROLL (TRASGO) 
Classificao MM.: 
O trasgo  uma criatura temvel que atinge mais de trs metros e meio de altura e pesa mais de uma tonelada. Notvel por sua fora igualmente prodigiosa e sua pouca 
inteligncia, esse animal  muitas vezes violento e imprevisvel. O animal  originrio da Escandinvia, mas atualmente pode ser encontrados na Gr-Bretanha, Irlanda 
e outras reas do norte da Europa. 
Em geral, ele fala aos grunhidos que parecem constituir uma linguagem primitiva, embora haja notcia de que alguns compreendem e at falem algumas palavras humanas 
mais simples. Os mais inteligentes da espcie tm sido treinados para guardies. 
Existem trs tipos de trasgos: das montanhas, das florestas e dos rios, O montanhs  o maior e mais feroz.  careca e tem pele cinza-claro, O florestal tem pele 
verde-clara e, alguns espcimes, uma cabeleira rala, fina e verde ou castanha, o trasgo fluvial tem pele roxa e , com freqncia, encontrado sob pontes. Os trasgos 
comem carne crua e no so exigentes quanto suas presas, que podem ser animais ou humanas. 
62. 
UNICORN (UNICRNIO) 
Classificao M.M.: O24 
O unicrnio  um belo animal encontrado nas florestas do norte europeu. Quando adulto  um cavalo branco-puro, dotado de um chifre, embora seus potrinhos nasam 
dourados e se tornem prateados antes de atingir a maturidade. O chifre, o sangue e o plo do unicrnio tm propriedades excepcionalmente ingicas.2 Em geral ele 
evita contatos com humanos, deixa mais facilmente uma bruxa do que um bruxo se aproximar dele e tem patas to geis que torna dificil sua captura. 
WERWWOLF (LOBISOMEM) 
Classificao MM.: 
O lobisomem  encontrado no mundo inteiro, embora se acredite que tenha se originado no norte europeu. Os humanos somente se transformam em lobisomens quando so 
mordidos. No se conhece nenhuma cura para esse mal, embora o recente avano no preparo de poes tenham em certa medida, aliviado os sintomas mais graves. Uma vez 
por ms, durante a lua cheia, o bruxo ou trouxa afetado, que em outros perodos  normal, se transforma em uma fera assassina. Uma singularidade entres as demais 
criaturas fantsticas, o lobisomem d preferncia a presas humanas. 
63. 
Veja nota de rodap sobre o centauro. 
O unicrnio, tal como a fada. sempre recebeu uma excelente cobertura da mdia - o que em seu caso se justifica. 
26 Esta classificao se refere, naturalmente, ao lobisomem aps a transformao. Quando no h lua cheia, o 
animal  inofensivo aos outros humanos. H um comovente relato da luta de um bruxo contra a licantropia no classico Focinho peludo corao humano de unicrnio (Editori 
Bruxaria 1 97) 
WINGED HORSE (CAVALO ALADO) 
Classificao M.M.: XX-XXXX 
Os cavalos alados existem no mundo inteiro. H diferentes raas, entre elas a Abraxarna (um palomino enorme e forte), a Etoniana (castanha, popular na Gr-Bretanha 
e na Irlanda), a Graniana (cinzento e muito veloz) a Testrlia (negra, dotada do poder da invisibilidade e considerada portadora de azar por muitos bruxos). Tal 
como no caso do hipogrifo, exige-se que o dono de um cavalo alado lance sobre ele, periodicamente, um Feitio Desilusrio (veja Introduo). 
YETI (ITI), tambm conhecido como Bigfoot (P-Grande) e Abominable Snowman (Abominvel Homem das Neves) 
Classificao MM.: 
Acredita-se que o iti, nativo do Tibete, seja aparentado com o trasgo, embora at hoje ningum tenha chegado bastante perto para fazer os testes necessrios. Com 
uma estatura mxima de quatro metros e meio, o iti  coberto da cabea aos ps por plos alvissimos. Devora qualquer coisa que cruze o seu caminho, embora tenha 
medo do fogo e possa ser repelido por buxos experientes. 
64. 
Este livro foi composto pela 
Art Line Produes Grficas Ltda. 
Rua Visconde de Inhama, 64 - Centro - RJ 
e impresso na Editora JPA Ltda. 
Av. Brasil. 10.600 - Rio de Janeiro - RJ 
em novembro de 2001, 
para a Editora Rocco Ltda. 
Notas do digitalizador. 
Como alguns j devem ter percebido, no prefcio do Dumbledore, ele fala que o livro  uma cpia perfeita do exemplar usado por Harry Potter, inclusive todas as anotaes 
feitas por ele e seus amigos. Pois bem, eu no coloquei as anotaes no decorrer desse e-book por que talvez elas possam atrapalhar a leitura e tambm que cada anotao 
tem uma letra diferente. Por isso eu vou descrever abaixo todas as 27 anotaes que tem no livro. Mas antes eu vou descrever como so + ou - as letras de cada um: 
Harry Potter: Durante o livro Harry escreve muito pouco, mas nessas poucas vezes que ele escreve parece que sua letra muda, por exemplo: na capa do livro, onde t 
escrito "Propriedade de:", a letra que ele escreve "Harry Potter",  uma letra junta e calma, que d para entender bem. J na primeira pgina do livro, em que s 
tem anotaes, est escrito o seguinte: "ESTE LIVRO PERTENCE A", e dessa vez a letra dele continua junta s que aqui ela  bem corrida, com as "perninhas" das ltimas 
letras bem longas. E ainda na pgina do Sumrio, onde o Rony escreveu "Chudley Carmons", Harry faz uma reclamao logo abaixo, s que numa letra de forma e no a 
letra junta das outras anotaes. 
Rony Weasley: O Rony  o que mais escreve, a letra dele  constante em todo o decorrer do livro,  uma letra de forma bem legal (parecida com a minha). A letra dele 
no sofre nenhuma alterao. 
Hermione Granger: Na minha opinio a letra dela  a mais feia,  uma letra grudada meio dificil de entender, mas como ela s fala na primeira pgina, no tem muito 
o que falar dela. 
Anotaes: 
ia : Logo na Capa do livro onde est escrito: "PROPRIEDADE DE", ento 
Harry escreve seu nome logo abaixo. 
2: Na primeira pgina tem um quadro com um sol dentro e t escrito: "ESTE 
LIVRO PERTENCE A" e novamente Harry escreve seu nome abaixo. 
3: Abaixo da anotao comea um dialogo entre Rony e Hermione: 
Rony: Usado tambm por Rony Weasley porque o dele se desmanchou 
Hermione: Porque ento voc no compra outro? 
Rony: V escrever no seu livro Hermione 
Hermione: Voc comprou todas aquelas bombas de bosta no Sbado. Em 
vez disso podia Ter comprado um livro novo 
Rony: Bombas de Bosta vm primeiro 
4: Na pgina 4, acima dos direitos de Copyright parece que o Rony e o Harry estavam brincando de jogo da forca, nesse jogo aparece o bonequinho j formado, com uma 
aranha do lado e uma fecha apontando da aranha para o bonequinho enforcado, e embaixo escrito por Harry: "Voc morreu Weasley". Embaixo da forca est a palavra incompleta 
que o Rony no descobriu totalmente, somente que tinha "a", "n" e "1". E ainda abaixo as letras que o Rony j tinha tentado (a palavra era "acromntula"). 
5: Ainda na mesma pgina est escrito: Harry gosta da Murta que Geme. Por sua vez Harry risca apenas "Murta que Geme". 
6: Na mesma pgina ainda h um jogo da velha em que o "x" ganhou. 
7: Abaixo do sumrio, Rony escreve: "CHUDLEY CARMONS". E Harry escreve abaixo: "escreva o nome de um time decente no meu livro para variar Weasley". 
8: Na pgina 6, onde fala sobre o autor, o nome de Newt est sublinhado e acima Rony escreveu: "beleza de nome" 
9 : Na pgina 10, no titulo: "O QUE  UM ANIMAL?". Rony puxa uma seta e escreve: "uma coisa grande e peluda com pernas demais". 
10: Na pgina 14, no titulo: "UMA BREVE HISTRIA DA 
PERCEPO...". A palavra "breve" est circulada e acima Rony escreve: 
"mentiroso". 
11: Na pgina 19, onde explica sobre a "proibio de criao experimental de 
1965...", Rony escreve abaixo: "mas ningum contou a Hagrid" 
12: Na pgina 21, onde explica a classificao do M.M., Rony escreve o 
seguinte sobre a classificao XXXXX: "ou qualquer coisa que Hagrid goste" 
13' : Na classificao da acromntula, Rony adiciona vrios "X" por causa de 
seu medo por aranhas e na pgina 23, na ltima frase sobre a acromntula que 
fala que os "boatos de haver uma colnia de acromntula na Esccia no foram confirmados." As palavras "no foram confirmados" esto riscadas e abaixo est escrito: 
"confirmado por Harry Potter e Rony Weasley". 
14.: Na pgina 25, abaixo de onde fala que no h registros de basilisco nos ltimos quatrocentos anos est escrito: " o que voc pensa". 
15: Na pgina 26, onde fala que a agulha do gira-gira  usada no doce 
Delcias Gasosas, Rony escreve abaixo: "ento  a ltima vez que como 
Delcias" 
16: Na pgina 28, onde fala que os ovos da quimera so classificados como 
Artigos no Comerciveis Classe A, o Rony escreve: "ento pode deixar que o 
Hagrid vai arranjar algumas". 
17: Na pgina 33, onde fala que o rabo-crneo  a raa mais perigosa de drago, Harry escreve: "bota perigoso nisso" 
18: Na mesma pgina, no norne do dorso -cristado Noruegus, o norne est riscado e do lado est escrito: "o beb Norberto" 
19: No norne em ingls do Besouro da Melancolia (GLUMBUMBLE), a silaba BUM est circulada, o porque eu no entendi. 
20: Na pgina 42, onde fala que a domesticao de um hipogrifo s deve ser tentada por peritos, est escrito do lado: "Ser que o Hagndj leu este livro?" 
21: Na pgina 43, onde fala que o kappa  um demnio aqutico do Japo, a palavra Japo est sublinhada e acima est escrito: "Snape tambm no leu isso". 
22: Na pgina 46, onde fala que o dinheiro dos leprechauns trs grande divertimento, Rony escreve o seguinte: "mas no o meu" 
23: Na pgina 50, onde diz que os Sereianos da Esccia e da Irlanda so "menos belos", esse "menos belos" est riscado e no final est escrito "feios" 
24: Na pgina 53, na classificao do diabrete, o Rony escreve o seguinte: 
"mais XXXXXXX se voc for o Lockhart" 
2 : Na pgina 55, o Rony circula o animal PUFFSKEIM e diz: "eu j tive um desses, onde Ele foi parar? Fred usava ele para treinar rebatidas de balaos" 
26: Na pgina 61, acima da descrio do Trasgo, tem um desenho do rosto de um trasgo e do lado escrito: "Meu nome  Gregory Goyle e eu cheiro mau". 
21: Na pgina 63, quando termina todas criaturas, o Rony escreve bem grande: "CHUDLEY CARMONS" 
Durante todo o livro eu no precisei alterar exatamente nada, a nica coisa que alterei foi um erro ridculo de traduo, onde fala que o iti tambm  conhecido 
como Bigfoot, a traduo em vez de P-Grande estava P-de-Anjo, eu achei isso ridculo ento eu troquei. 
_SquiteR_ 
